Dólar abre em queda com mercado atento a juros no Brasil e nos EUA

Investidores acompanham decisões do Copom e do Fed em dia decisivo para os mercados

O dólar iniciou a sessão desta quarta-feira (28) em queda, refletindo a cautela dos investidores diante da chamada Superquarta, quando Brasil e Estados Unidos divulgam suas decisões de política monetária. Na abertura, a moeda norte-americana recuava 0,22%, cotada a R$ 5,1944. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começa a ser negociado às 10h.

Na véspera, o dólar caiu 1,41%, encerrando a sessão a R$ 5,2056, no menor patamar desde maio de 2024. O movimento foi impulsionado pela divulgação do IPCA-15 de janeiro, que subiu 0,20%, abaixo da expectativa do mercado. No mesmo dia, o Ibovespa avançou 1,79% e atingiu 181.919 pontos, maior nível da história.

Cédulas de dólar — Foto: Pexels

Expectativa para os juros

No Brasil, a atenção se volta para a decisão do Comitê de Política Monetária, do Banco Central do Brasil. A expectativa majoritária é de manutenção da taxa Selic em 15%, mas o mercado acompanha o comunicado em busca de sinais sobre o início do ciclo de cortes, possivelmente a partir de março.

Segundo o Boletim Focus, a projeção é de que a Selic encerre 2026 em 12,25% ao ano, o que representaria uma queda de 2,75 pontos percentuais em relação ao patamar atual.

Nos Estados Unidos, os dirigentes do Federal Reserve também se reúnem nesta quarta. O consenso do mercado aponta para a manutenção dos juros entre 3,5% e 3,75%, mesmo diante das pressões do presidente Donald Trump por cortes mais agressivos.

As falas do presidente do Fed, Jerome Powell, após a decisão, estarão no radar, especialmente em meio às recentes tensões políticas envolvendo a independência do banco central norte-americano.

Inflação e cenário externo

A prévia da inflação brasileira em janeiro mostrou desaceleração, com altas concentradas em saúde e cuidados pessoais e comunicação, enquanto transportes registraram queda, puxados pela redução das passagens aéreas. O dado reforçou a leitura de alívio inflacionário no curto prazo.

No cenário internacional, investidores também acompanham tensões geopolíticas, novas tarifas comerciais impostas pelos EUA à Coreia do Sul e o avanço de acordos comerciais, como o pacto entre União Europeia e Índia, que ajudou a sustentar o bom humor das bolsas globais.

Em meio a esse ambiente, o mercado segue cauteloso, com os olhos voltados para as decisões de juros que podem definir o rumo do dólar, da bolsa e dos ativos globais nas próximas semanas.

Fonte: g1 / Banco Central / Federal Reserve
✍️ Redigido por ContilNet

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