A Netflix lançou o documentário Sequestro: Elizabeth Smart, produção que rapidamente entrou para a lista dos títulos mais assistidos da semana na plataforma. O filme revisita um dos casos criminais mais chocantes dos Estados Unidos e dá voz à história de Elizabeth Smart, sequestrada aos 14 anos dentro do próprio quarto, em Salt Lake City, no estado de Utah.
Reprodução/Netflix
O crime ocorreu em junho de 2002, quando Elizabeth foi levada à força por Brian David Mitchell, um homem que afirmava agir por ordem divina. Armado com uma faca, ele invadiu a casa da família durante a madrugada e retirou a adolescente do quarto, sob ameaça de morte.
A noite do sequestro
O documentário detalha os acontecimentos da noite do crime e destaca o papel de Mary Katherine, irmã mais nova de Elizabeth, que estava no quarto no momento do sequestro e se tornou a única testemunha direta do ocorrido.
No filme, Elizabeth relembra o terror vivido ao acordar com uma faca encostada no pescoço.
“Eu estava apavorada. Ele ia me machucar? Ele ia me matar? Eu esperava que meus pais acordassem, mas ninguém apareceu”, relata.
Nove meses de cativeiro e violência
Durante nove meses, Elizabeth foi mantida em cativeiro, vivendo sob constante vigilância. Segundo o documentário, ela sofreu agressões físicas e abusos sexuais repetidos ao longo do período em que esteve sequestrada.
Elizabeth conta que Mitchell utilizava discursos religiosos para justificar os crimes.
“Ele usou Deus para justificar o que fez. Mas, acima de tudo, ele amava o poder. Ele amava a sensação de estar no controle”, afirma a vítima.
Em 12 de março de 2003, Elizabeth foi localizada caminhando à beira de uma rodovia ao lado de Mitchell e da esposa dele, que também participou do sequestro.
Reconstrução e superação
Após o resgate, Elizabeth Smart retomou os estudos e concluiu o ensino médio. Mais tarde, formou-se pela Universidade Brigham Young. Hoje, aos 38 anos, ela é casada, mãe de três filhos e atua como palestrante e ativista em defesa de vítimas de crimes violentos e abuso sexual.
O documentário destaca não apenas o crime, mas também o processo de reconstrução emocional e psicológica da vítima, mostrando como Elizabeth transformou a própria dor em uma ferramenta de conscientização e apoio a outras pessoas.
Fonte: Netflix / Metrópoles
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