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ET de Varginha: Justiça concluiu investigações com desfecho surpreendente; entenda

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ET de Varginha: Justiça concluiu investigações com desfecho surpreendente; entenda

O episódio conhecido como “ET de Varginha”, ocorrido no sul de Minas Gerais em janeiro de 1996, foi classificado como ficção por um inquérito conduzido pelo Superior Tribunal Militar (STM). A investigação foi concluída em 1997, um ano após os relatos, e descartou qualquer evidência de que tenha havido a aparição ou captura de um ser extraterrestre.

O caso completa 30 anos na terça-feira (20) e segue como um dos episódios mais conhecidos da ufologia brasileira. Apesar da repercussão nacional e internacional à época, o relatório oficial aponta que a história se baseou em enganos, boatos e interpretações equivocadas de fatos cotidianos.

Relatos deram origem à polêmica

A narrativa teve início após o depoimento de três jovens, que afirmaram ter visto uma criatura de aparência incomum em um terreno baldio da cidade. A descrição incluía pele escura, aspecto viscoso e protuberâncias na cabeça, o que levou ufólogos a defenderem a hipótese de contato extraterrestre.

A partir disso, surgiram outros relatos, como supostos avistamentos de objetos voadores não identificados, movimentações atípicas em hospitais e a alegação de que militares teriam capturado criaturas e acobertado os fatos.

Conclusão oficial aponta erro de interpretação

Com 348 páginas, o inquérito do STM concluiu que não houve qualquer registro concreto da existência de um ser extraterrestre. O documento afirma que, diante da ausência de provas materiais, não é possível sustentar as versões apresentadas por pesquisadores e autores que trataram o caso como fenômeno alienígena.

Segundo o relatório, a inexistência da criatura inviabiliza, por consequência, as hipóteses de captura, transporte ou necropsia citadas em publicações sobre o episódio.

Investigação identificou suposta “criatura” como humano

Um dos principais pontos do inquérito foi a identificação de que a figura vista pelas jovens seria, na verdade, um homem com transtornos mentais, conhecido na cidade por circular pelas ruas e permanecer frequentemente agachado em terrenos e locais públicos.

Essa constatação foi considerada central para explicar o início da confusão que deu origem à narrativa do ET de Varginha.

Movimentação militar e hospitalar foi considerada rotineira

O relatório também esclareceu que a presença de caminhões do Exército na cidade, apontada como indício de uma operação secreta, fazia parte de deslocamentos previstos em planos de manutenção de viaturas, incluindo serviços mecânicos realizados em empresas locais.

Além disso, militares do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar afirmaram que não houve qualquer chamado oficial relacionado à captura de criaturas ou ocorrências incomuns na data mencionada.

Depoimentos e registros oficiais não confirmaram irregularidades

Todos os militares citados em livros e relatos ufológicos foram ouvidos formalmente durante a apuração e negaram envolvimento em qualquer ação relacionada a seres extraterrestres. O inquérito também não encontrou registros de emergência, isolamento hospitalar ou ordens de sigilo vinculadas ao episódio.

Com isso, o STM concluiu que o caso ganhou proporções irreais ao longo do tempo, sendo alimentado por versões não comprovadas e pela ausência de dados concretos.

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