EUA emitem alerta a companhias aéreas sobre risco de ações militares na América do Sul

Avisos de segurança, válidos por 60 dias, destacam potenciais atividades militares e interferência em sinais de GPS em meio a tensões geopolíticas

A Federal Aviation Administration (FAA, Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos) emitiu uma série de alertas às companhias aéreas nesta sexta-feira (16/1), recomendando atenção redobrada em voos que cruzam a América Central e partes da América do Sul, por causa do risco de possíveis ações militares e de interferências nos sinais de GPS. Os avisos — conhecidos como Notices to Airmen (NOTAMs) — entraram em vigor na sexta e terão validade de 60 dias.

Avisos de segurança, válidos por 60 dias, destacam potenciais atividades militares e interferência em sinais de GPS em meio a tensões geopolíticas/Foto: Reprodução

Segundo a FAA, os alertas abrangem rotas que passam pelo México, países da América Central, Equador e Colômbia, além de trechos do espaço aéreo no leste do Oceano Pacífico. A orientação é que as companhias aéreas reforcem protocolos de segurança, revisem planos de voo e mantenham monitoramento constante da situação operacional ao longo dessas rotas.

A medida ocorre em um contexto de tensões geopolíticas ampliadas na região, após operações militares realizadas pelos Estados Unidos no Caribe, incluindo uma ação na Venezuela que resultou na detenção de seu presidente, Nicolás Maduro, e em avisos do governo americano sobre possíveis futuras operações, inclusive contra grupos ligados ao narcotráfico e em outras áreas.

Especialistas em aviação explicam que interferências em sinais de GPS podem representar risco à navegação, exigindo que pilotos e controladores mantenham atenção extra, sobretudo em fases críticas dos voos, como aproximações e decolagens. Enquanto isso, autoridades da região buscam respostas diplomáticas para a situação, e a FAA ressaltou que os alertas têm caráter preventivo e visam preservar a segurança dos voos civis.

Metrópoles

PUBLICIDADE