A família do professor norte-americano Clinton Ernest Craddock, de 43 anos, denuncia suspeita de negligência médica após a morte do educador, registrada no domingo (18), na Santa Casa de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo. Antes de falecer, ele passou quatro vezes por atendimento nas UPAs Norte e Santo Antônio.
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Em entrevista à TV TEM, afiliada da rede Globo, a esposa, Priscila de Souza Marques, contou que Clinton começou a passar mal no domingo, 11 de janeiro, com fortes dores abdominais.
Idas repetidas às UPAs
No dia 12 de janeiro, Clinton foi atendido pela primeira vez na UPA Norte, onde recebeu medicação e foi liberado. Segundo a esposa, o diagnóstico apontado foi de gases, prisão de ventre e cólica renal.
No entanto, no dia 13, ele retornou à unidade relatando que as dores persistiam. Após novo atendimento, foi encaminhado para a UPA Santo Antônio, onde realizou um exame de raio-X, que não apontou alterações, conforme relato da família.
Já no dia 15 de janeiro, o quadro se agravou. Clinton continuava com dores intensas e passou a vomitar secreção e fezes. Ele voltou novamente à UPA Norte, permaneceu no setor de emergência e, no dia seguinte, 16 de janeiro, foi transferido para a Santa Casa.
Diagnóstico grave e morte
Segundo Priscila, ao dar entrada no hospital, os médicos constataram que o apêndice havia se rompido, provocando uma infecção generalizada. O professor não resistiu às complicações e morreu dois dias depois.
Em nota, a Santa Casa informou que Clinton chegou à unidade por volta das 10h30 do dia 16, com quadro de dor abdominal aguda e hipótese de abdômen agudo cirúrgico. Ele foi submetido a uma tomografia computadorizada, que identificou grande quantidade de líquido na cavidade abdominal, sendo encaminhado à UTI para estabilização e, posteriormente, submetido a uma cirurgia abdominal (laparotomia).
Apuração do caso
A Secretaria Municipal de Saúde confirmou que o paciente passou pelas duas UPAs antes da transferência para a Santa Casa e informou que irá avaliar se houve alguma situação ou comorbidade que possa ter interferido no atendimento.
A família afirma que acredita em falha no diagnóstico e demora no tratamento, o que pode ter contribuído para a morte do professor. O caso segue sob apuração.
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