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Fluminense vence, mas erros recorrentes ligam alerta para o Fla-Flu

Por Redação

Bastaram 20 minutos após uma correção de rota para o Fluminense cumprir seu papel e vencer o Nova Iguaçu por 3 a 2, no Luso-Brasileiro, pela terceira rodada do Campeonato Carioca. Na estreia dos titulares em 2026, o Tricolor fez valer a superioridade técnica e contou com o brilho decisivo de Kevin Serna. Ainda assim, o confronto deixou sinais de alerta que não podem ser ignorados, especialmente com o Flamengo no horizonte.

Entre os pontos positivos, fica evidente a importância de Kevin Serna no elenco. Longe de ser um jogador refinado tecnicamente, o colombiano compensa com intensidade, personalidade e estrela. Foi o atleta com mais participações em gols em 2025 e começou 2026 mantendo o protagonismo. Não à toa, desperta interesse do Boca Juniors — e também por isso não pode ser tratado como peça descartável no elenco tricolor.

Por outro lado, os problemas voltaram a se repetir de forma quase didática. Entre os minutos 26 e 29 do primeiro tempo, o roteiro expôs fragilidades já conhecidas. Primeiro, Juan Pablo Freytes escorregou em uma bola simples e entregou o contra-ataque que originou o gol do Nova Iguaçu. Logo depois, Everaldo desperdiçou uma chance clara após cruzamento de Canobbio. Dois lances que resumem os elos frágeis do time: falhas individuais na defesa e baixa eficiência no ataque.

Everaldo e Samuel Xavier comemoram gol do Fluminense contra o Nova Iguaçu — Foto: André Durão

Mesmo com domínio territorial e controle das ações, o Fluminense deixou a sensação de que poderia ter resolvido o jogo com mais tranquilidade. O teste com Ganso e Lucho Acosta juntos no meio-campo funcionou contra um adversário mais retraído. O camisa 10 atuou mais recuado, organizando o jogo, enquanto Lucho ficou mais próximo do ataque, como finalizador. Diante do Nova Iguaçu, deu certo — mas muito pela limitação ofensiva do rival.

Fisicamente, o time respondeu bem para quem estreava na temporada. Marcação alta, transições rápidas e velocidade marcaram a atuação, com Lucho e Martinelli sendo os jogadores mais ativos. Ainda assim, o velho problema persistiu: a dificuldade de transformar volume de jogo em gols.

Everaldo voltou a ser alvo da torcida. Mesmo tendo marcado no segundo tempo, perdeu ao menos três chances claras, duas delas em condições favoráveis. Já Freytes, novamente, comprometeu. Em um lance simples, escorregou, permitiu o avanço de Léo David e viu Rickelme abrir o placar. Diante do histórico recente, cresce a dúvida sobre a titularidade do argentino, e o cenário passa a indicar uma possível dupla formada por Ignácio e Jemmes.

No segundo tempo, a entrada de Kevin Serna no lugar de Matheus Reis mudou completamente o jogo. O Fluminense ajustou a postura e virou a partida em apenas 20 minutos. Primeiro, Serna marcou após bola parada. Depois, Everaldo girou sobre o zagueiro e encerrou um jejum que vinha desde agosto de 2024.

O placar poderia ter sido ampliado. O Tricolor ainda desperdiçou um pênalti: Canobbio acertou a trave e Everaldo isolou o rebote. Com Serna eficiente pela esquerda, Samuel Xavier passou a participar mais das triangulações com Ganso e Canobbio, transformando posse estéril em agressividade ofensiva. Nesse contexto, Lucho Acosta mostrou-se peça fundamental.

Mas a desatenção voltou a aparecer. Após outra parada técnica, o time novamente se desligou e sofreu o empate em bola parada, com Jorge Pedra, em um lance que contrariava o que vinha sendo construído em campo.

No fim, prevaleceu o talento individual. Ganso cobrou falta no ângulo, o goleiro defendeu e Serna apareceu no rebote para garantir a vitória por 3 a 2. Um resultado justo, que reflete bem os acertos e erros de um Fluminense que venceu, ganhou ritmo, mas chega ao Fla-Flu com ajustes urgentes a fazer.

Fonte: análise esportiva
✍️ Redigido por ContilNet

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