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Gasolina no Acre abre 2026 como a mais cara do Brasil após reajuste tributário; entenda

Por Everton Damasceno, ContilNet

A redução já acumula/Foto: Reprodução

Os motoristas do Acre enfrentam o início de ano mais desafiador do país quando o assunto é combustível. Segundo o primeiro levantamento de preços da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) em 2026, o estado registra a maior média nacional para a gasolina comum, atingindo a marca de R$ 7,24 por litro.

O salto nos preços, observado entre os dias 4 e 10 de janeiro, é reflexo direto da nova alíquota do ICMS/Foto: Sean Gallup/ Getty Images

O salto nos preços, observado entre os dias 4 e 10 de janeiro, é reflexo direto da nova alíquota do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Desde o primeiro dia do ano, o tributo estadual sofreu um acréscimo de R$ 0,10, passando de R$ 1,47 para R$ 1,57 por litro.

Este aumento segue uma determinação da Lei 192/2022, que estabelece um reajuste fixo e unificado em todo o território nacional, conforme orientado pelo Comitê Nacional de Secretários de Fazenda (Comsefaz). Vale lembrar que esta é a segunda elevação consecutiva no mesmo patamar em menos de um ano, já que em fevereiro de 2025 o imposto também havia subido R$ 0,10.

Enquanto a média brasileira ficou em R$ 6,29, o Acre se isola no topo da lista de preços elevados, superando vizinhos da região Norte como Amazonas (R$ 7,02) e Rondônia (R$ 6,96). No extremo oposto do ranking, o Piauí apresenta o valor mais acessível do país, com o litro comercializado a R$ 5,91.

Além da questão tributária, o cenário dos combustíveis em 2026 é marcado pela consolidação da gasolina E30. Em vigor desde agosto do ano passado, a mistura conta com 30% de etanol em sua composição — um aumento em relação aos antigos 27,5%.

Essa mudança veio acompanhada de uma nova regulamentação de octanagem (que subiu de 93 para 94 RON), visando maior eficiência na detonação e melhor desempenho dos motores.

Embora o governo federal tenha estimado uma redução de custos para o consumidor final entre R$ 0,13 e R$ 0,20 com a maior presença de etanol, o aumento dos impostos estaduais acabou absorvendo qualquer possível alívio nos postos acreanos.

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