A Justiça condenou, em julho de 2025, Jorge Bezerra da Silva pelo assassinato da ex-companheira Priscilla Monnick Laurindo da Silva, crime ocorrido em janeiro de 2022, no Recife. O réu recebeu pena de 29 anos e 8 meses de prisão em regime fechado pelo crime de feminicídio.

Réu matou a ex-companheira a facadas em 2022 e precisou ser retirado do plenário após intimidar integrantes do julgamento/Foto: Reprodução
O julgamento foi realizado no Fórum Thomaz de Aquino, no bairro de Santo Antônio, área central da capital pernambucana. Durante a sessão do júri popular, Jorge Bezerra foi retirado do plenário após ameaçar o promotor do caso e a irmã da vítima, comportamento que levou o magistrado a interromper sua permanência no local.
Na sentença, o juiz destacou a gravidade da conduta do réu não apenas pelo crime cometido, mas também pela postura adotada durante o julgamento. Segundo o magistrado, Jorge já respondia a outro processo por tentativa de feminicídio contra a mesma vítima, o que agravou a dosimetria da pena.
“Ele ameaçou o promotor, mandou o promotor ir ao presídio falar com ele. É uma arrogância fora do comum. Em quase 30 anos como magistrado, nunca vi alguém com tamanha petulância sendo julgado. Retirei do plenário porque ele ameaçou a família, o que é inadmissível”, afirmou o juiz durante a sessão.
O caso reforça o histórico de violência sofrido pela vítima e a reincidência do agressor, elementos que foram considerados determinantes para a condenação em regime fechado.
G1
