Homem trans expõe dificuldades no sistema de saúde durante experiência de gestação

Beijamin Aragão enfrentou barreiras no sistema de saúde ao vivenciar uma gravidez fora dos padrões cisgêneros

Beijamin Aragão enfrentou barreiras no sistema de saúde ao vivenciar uma gravidez fora dos padrões cisgêneros/Foto: Reprodução

A descoberta da paternidade veio acompanhada de desafios inesperados para o artista e assistente audiovisual Beijamin Aragão. Homem trans, ele engravidou no ano passado e, em 2025, tornou-se pai de uma criança fruto de sua relação com a produtora cultural Ella Monstra, que é travesti.

Beijamin Aragão enfrentou barreiras no sistema de saúde ao vivenciar uma gravidez fora dos padrões cisgêneros/Foto: Reprodução

Ao longo da gestação, além das transformações físicas e emocionais comuns ao período, Beijamin se deparou com obstáculos estruturais que revelam a falta de adequação dos serviços de saúde a identidades que fogem do modelo cisgênero. Mesmo contando com plano de saúde, ele relata que encontrou dificuldades desde o primeiro atendimento.

Segundo o artista, situações de despreparo foram frequentes, incluindo atendentes sem orientação para lidar com um homem grávido e sistemas médicos que não permitiam o registro da gestação vinculada a um paciente do sexo masculino. As limitações tecnológicas e administrativas acabaram se tornando mais um fator de desgaste durante o acompanhamento pré-natal.

Beijamin relata que o próprio sistema do plano de saúde impedia a associação entre gravidez e a identificação como homem, reforçando, segundo ele, a sensação de exclusão enfrentada ao longo de todo o processo.

Agora Alagoas

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