Um vídeo que circula nas redes sociais tem causado forte repercussão ao mostrar uma mulher avançando com um carro contra um homem por pelo menos quatro vezes consecutivas. As imagens, gravadas por câmeras de segurança, não trazem informações sobre o local onde o episódio ocorreu, tampouco confirmam oficialmente a identidade das pessoas envolvidas ou se o homem seria, de fato, ex-marido ou ex-companheiro da condutora.

Caso ainda sem informações oficiais chama atenção para episódios de violência extrema/Foto: Reprodução
Até o momento, não há confirmação de registro policial, prisões ou investigação formal relacionada ao caso. Ainda assim, o conteúdo provocou debates intensos nas redes sociais, especialmente sobre violência em contextos de separação e término de relacionamentos.
Embora o vídeo mostre uma mulher como autora da agressão, os dados estatísticos indicam que esse tipo de violência fatal apresenta um recorte bastante desigual quando analisado de forma ampla.
O que dizem os números
Levantamentos internacionais e nacionais sobre homicídios em contextos de relacionamento mostram que:
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Mulheres são as principais vítimas de homicídios praticados por parceiros ou ex-parceiros. Em escala global, mais da metade das mulheres assassinadas morrem pelas mãos de companheiros, ex-companheiros ou familiares próximos.
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No Brasil, a maioria absoluta dos casos de feminicídio ocorre após a mulher tentar encerrar o relacionamento ou se afastar do agressor. Em muitos desses crimes, o autor não aceita a separação ou age motivado por ciúmes e sentimento de posse.
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Homens também podem ser vítimas, mas em proporção significativamente menor quando o autor do crime é a parceira ou ex-parceira. Embora os homens representem a maioria das vítimas de homicídio em geral, apenas uma pequena parcela desses casos está relacionada a conflitos conjugais ou à não aceitação do término por parte de mulheres.
Estudos indicam que os homicídios de homens cometidos por parceiras íntimas representam uma fração reduzida do total, geralmente inferior a 10% dos casos de mortes em contextos domésticos. Já entre as mulheres vítimas, essa proporção é majoritária.
