As buscas por um indígena de 40 anos que desapareceu após um afogamento no rio Tejo, acima do município de Marechal Thaumaturgo, seguem intensas e já entram no terceiro dia de atuação do Corpo de Bombeiros. O acidente ocorreu na tarde da última quinta-feira (22), por volta das 16h, e mobilizou equipes especializadas devido às dificuldades impostas pela forte correnteza do rio.
O homem conduzia uma canoa e colidia repetidas vezes contra as beiradas do barranco./Foto: Reprodução
De acordo com informações do Corpo de Bombeiros, testemunhas relataram que a vítima apresentava sinais visíveis de embriaguez no momento do ocorrido. Conforme relatos repassados por um funcionário do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), várias pessoas da comunidade presenciaram o acidente. O homem conduzia uma canoa e colidia repetidas vezes contra as beiradas do barranco.
Em determinado momento, parte do barranco cedeu e deslizou sobre a embarcação, provocando o naufrágio. Testemunhas afirmaram que a vítima ainda tentou se debater na água. Moradores da comunidade chegaram a utilizar outra canoa para tentar o resgate, mas não conseguiram alcançá-lo a tempo.
Após submergir, o homem não voltou mais à superfície. A ocorrência foi comunicada ao Corpo de Bombeiros ainda na quinta-feira. Na sexta-feira, uma equipe composta por quatro mergulhadores foi deslocada para Marechal Thaumaturgo, e as buscas tiveram início no sábado pela manhã.
Durante o primeiro dia de trabalhos, os bombeiros utilizaram duas poitas de aproximadamente 40 quilos cada, mas não conseguiram tocar o fundo do rio devido à forte correnteza. Somente no período da tarde, com a redução do nível da água, foi possível alcançar o fundo e intensificar os mergulhos.
As equipes seguem realizando buscas subaquáticas na região, mesmo diante das condições adversas. O Corpo de Bombeiros informou que os trabalhos continuarão enquanto houver condições operacionais para a atuação.
