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João Marcos Luz diz que Governo Federal tem falhado no envio de recursos para cuidar de migrantes no Acre

Por Everton Damasceno, ContilNet

O secretário Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos (SASDH), João Marcos Luz, realizou uma visita técnica à Casa do Migrante nesta segunda-feira (5), acompanhado pelo prefeito Tião Bocalom e pela primeira-dama, Kelen Nunes. O local abriga atualmente 65 refugiados, em sua grande maioria de origem venezuelana.

O secretário apresentou um balanço das ações de acolhimento e integração, mas não poupou críticas à falta de repasses por parte do Governo Federal/Foto: Reprodução

Durante a visita, o secretário apresentou um balanço das ações de acolhimento e integração, mas não poupou críticas à falta de repasses por parte do Governo Federal, o que tem sobrecarregado o orçamento municipal.

Um dos pontos altos da gestão municipal, segundo Luz, é a ponte estabelecida entre os acolhidos e o setor produtivo. A Casa do Migrante tem funcionado não apenas como abrigo, mas como um centro de encaminhamento profissional.

“Então, nossa Casa de Acolhimento aqui tem conexão com indústrias, com fábricas, com empresas e a gente faz esses encaminhamentos. Só agora, no segundo semestre, nós conseguimos empregar nove pessoas na iniciativa privada. Então, a gente abraça eles aqui. Muitos, logicamente, querem seguir para o Sul. A gente também ajuda para que eles sigam para o Sul”, afirmou.

O secretário alertou para uma crise de financiamento. De acordo com João Marcos Luz, o governo federal está em atraso com as parcelas do cofinanciamento destinado aos migrantes, obrigando os municípios da fronteira e a capital a arcarem com os custos de forma isolada.

“O que a gente quer dizer aqui é que o governo federal, infelizmente, tem falhado. O governo federal tem um cofinanciamento, o governo federal, para os migrantes. Por exemplo, a segunda parcela do segundo semestre do ano passado, até hoje não caiu. Então, tanto Assis Brasil, Epitaciolândia e Rio Branco, ainda tendo que bancar com recurso próprio. E aqui tudo é urgente. A alimentação é urgente, a questão de saúde é urgente”, destacou.

O secretário detalhou que a prefeitura está assumindo a maior parte da conta e pediu uma colaboração mais efetiva, tanto da esfera federal quanto da estadual.

“Então, fica esse nosso pedido ao governo federal. Estamos arcando com 70% da despesa. Não é possível isso. O governo do Estado também precisa ajudar. Apesar de que o governo do Estado sempre ajuda com equipe técnica. Mas nós precisamos de recursos, de dinheiro. Então, mas graças a Deus, o prefeito Tião Bocalom tem feito os investimentos. Nós temos uma equipe técnica qualificada”, pontuou.

O fluxo migratório em Rio Branco é sensível à estabilidade política e econômica nos países vizinhos, especialmente na Venezuela. O secretário pontuou o clima de incerteza que paira sobre a região, mas demonstrou otimismo quanto ao futuro dos acolhidos.

“Há um temor, paira um temor de uma nova crise migratória nesse instante, mas também há uma esperança de que inclusive cesse, que as pessoas não saiam mais da Venezuela e quem saiu inclusive volte. Nós precisamos aguardar agora para ver o que vai acontecer. Mas a gente espera que seja esperança, que seja alegria de agora para frente na vida dessas pessoas, nossos irmãos aqui da América Latina”, concluiu.

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