Jovens investigados por matar o cão Orelha já estão no Brasil

Investigados estavam nos Estados Unidos em viagem de formatura e desembarcaram em São Paulo nesta quinta-feira (29)

Os dois adolescentes investigados por agredir a pauladas e provocar a morte do cão Orelha, em Florianópolis, já retornaram ao Brasil. Os jovens estavam nos Estados Unidos em uma viagem de formatura, mas embarcaram de volta na quarta-feira (28/1) e chegaram em solo brasileiro na manhã desta quinta-feira (29/1).

Cãozinho Orelha foi morto por quatro adolescentes em praia catarinense — Foto: Arquivo pessoal

Retorno ao país

De acordo com apuração da coluna Fábia Oliveira, os adolescentes desembarcaram no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. A identidade e imagens dos envolvidos não serão divulgadas, em cumprimento a uma decisão judicial baseada no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), com o objetivo de evitar retaliações e novos episódios de violência relacionados ao caso.

Ao todo, quatro adolescentes são investigados pelos fatos. Dois deles estavam nos Estados Unidos e decidiram antecipar o retorno ao Brasil, viajando sozinhos antes do término do roteiro previsto.

Segundo a Folha de S.Paulo, a viagem internacional havia sido planejada há cerca de um ano. Além dos adolescentes, dois pais e um tio dos suspeitos foram indiciados pela Polícia Civil sob suspeita de coação de testemunhas durante o andamento das investigações.

Responsabilização pelo ECA

A conduta praticada por crianças e adolescentes é regida exclusivamente pelo Estatuto da Criança e do Adolescente. A legislação prevê a apuração de atos infracionais, e não de crimes, afastando a aplicação do Código Penal.

Caso haja responsabilização, ela ocorrerá por meio de medidas socioeducativas, e não por penas criminais, conforme estabelece o ECA.

Caso Orelha

Orelha era um cachorro conhecido na região da Praia Brava, em Florianópolis. Com cerca de dez anos de idade, o animal foi encontrado gravemente ferido após passar um período desaparecido. Ele chegou a ser socorrido, mas, devido à gravidade das lesões, precisou ser submetido à eutanásia.

O caso gerou grande comoção e repercussão nacional, especialmente nas redes sociais, e segue sob investigação da Polícia Civil.


Fonte: Metrópoles / Folha de S.Paulo
✍️ Redigido por ContilNet

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