O julgamento do policial militar Alan Melo Martins, acusado de atropelar e matar Silvinha Pereira da Silva, em Rio Branco, foi adiado e deve ocorrer somente em fevereiro. O júri popular estava previsto para começar nesta segunda-feira (12), mas foi suspenso após o promotor de Justiça responsável pelo caso apresentar atestado médico.

Caso ocorreu em 2019 na Estrada Dias Martins/Foto: Reprodução
De acordo com o Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC), a nova data do julgamento foi marcada para os dias 23, 24 e 25 de fevereiro, com início às 8h30. A sessão será conduzida pela 2ª Vara do Tribunal do Júri e Auditoria Militar da capital.
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Alan Melo Martins responde por homicídio qualificado pela morte de Silvinha e por tentativa de homicídio contra o marido dela, José da Silva, que também foi atingido no atropelamento e sofreu ferimentos graves. Durante o júri, devem ser ouvidas testemunhas de acusação e defesa, além do interrogatório do réu.
O caso ocorreu em maio de 2019, na Estrada Dias Martins, uma das vias mais movimentadas de Rio Branco. Silvinha estava em uma motocicleta com o marido quando foi atingida pelo carro conduzido pelo policial militar. Ela chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no dia seguinte.

Sessão do júri que começaria nesta segunda-feira (12) foi suspensa após afastamento do promotor de Justiça/Foto: Reprodução
Laudos periciais anexados ao processo apontam que o veículo estaria a aproximadamente 130 km/h em um trecho onde a velocidade máxima permitida era de 40 km/h. Testemunhas também relataram que o policial teria consumido bebida alcoólica antes de dirigir, versão que é negada pela defesa.
A defesa sustenta que não houve intenção de matar e pede a desclassificação dos crimes. Já o Ministério Público afirma que a morte de Silvinha foi consequência direta da gravidade dos ferimentos causados pelo atropelamento, tese que será analisada pelo Conselho de Sentença durante o julgamento.
Com informações do G1
