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Justiça envia três acusados a júri popular por morte de jovem no interior do Acre; veja detalhes

Por Suene Almeida, ContilNet

A 1ª Vara Criminal da Comarca de Cruzeiro do Sul formalizou na última sexta-feira (23) a decisão assinada pela juíza Gláucia Gomes, que encaminhou três investigados pela morte de um jovem, ao Tribunal do Júri.

Na avaliação da magistrada, o conjunto de provas produzido ao longo da investigação aponta a existência de indícios suficientes de envolvimento dos réus no homicídio qualificado de um jovem. Por esse motivo, foram mantidas as circunstâncias agravantes atribuídas ao crime, que agora serão analisadas pelos jurados, juntamente com os delitos associados ao caso. Nesta etapa processual, o Judiciário não examina o mérito da acusação, limitando-se a verificar se o processo reúne elementos mínimos para seguir ao julgamento popular.

O caso aconteceu no interior do estado do Acre | Foto: Reprodução

Os autos indicam que a dinâmica do crime envolveu diferentes papéis entre os acusados. Um deles teria atuado na aproximação da vítima com os executores, enquanto os demais teriam participado da definição e da motivação do assassinato, relacionada a um fato anterior. A investigação também identificou a atuação de um dos réus em posição estratégica nas decisões que culminaram na morte do jovem, inclusive com registro de participação remota durante a execução, em um episódio associado ao chamado “tribunal do crime”.

Os três réus pronunciados permanecem presos e integram o primeiro grupo de denunciados. De acordo com a Justiça, outros envolvidos ainda respondem a ações penais distintas, que tratam de participações complementares no crime e que serão analisadas em momentos posteriores.

Com a decisão, Ministério Público e Defesas passam a ter prazo legal para apresentação de recursos. Somente após essa fase será definida a data do julgamento pelo Tribunal do Júri.

Sobre o crime

O caso veio à tona após o corpo do jovem, de 21 anos, ser localizado às margens do Rio Juruá, cerca de doze dias depois de seu desaparecimento. Conforme as investigações, ele teria sido levado ao encontro dos criminosos por uma conhecida e submetido a um ritual de punição imposto por integrantes de uma organização criminosa. A execução ocorreu em local diverso daquele onde o corpo foi encontrado. Por determinação judicial, o processo tramita sob segredo de justiça.

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