A grife francesa Louis Vuitton comemora 130 anos do seu monograma, um dos códigos visuais mais reconhecidos da história da moda. Criado em 1896 por Georges Vuitton, filho do fundador Louis Vuitton, o padrão nasceu como uma estratégia de proteção contra falsificações e rapidamente se transformou em símbolo global de identidade, savoir-faire e status.
Louis Vuitton/Divulgação
A origem do monograma
Com o sucesso dos baús de viagem da maison no fim do século XIX, Georges Vuitton buscou uma solução para diferenciar as peças originais. O resultado foi um desenho que uniu as iniciais LV a motivos florais, inspirado pela ornamentação neogótica, pelo Japonismo (movimento artístico em alta na época) e pelo Art Nouveau.
Segundo registros históricos da família, o desenho foi pensado para ser versátil: “capaz de ser impresso ou gravado em relevo em qualquer cor, sobre qualquer superfície — lona, couro ou papel”. O primeiro monograma foi tecido em jacquard de linho, na tonalidade terre de Sienne (amarelo-terroso), e aplicado inicialmente nos baús.
Evolução e consagração
Ao longo das décadas, o monograma extrapolou os baús e passou a estampar bolsas, nécessaires e acessórios, provando sua adaptabilidade. Modelos que hoje são ícones — como Speedy, Keepall, Noé, Alma e Neverfull — ajudaram a consolidar o padrão como um clássico intergeracional.
Coleções especiais de aniversário
Para celebrar o marco, a Louis Vuitton anunciou edições especiais de seus modelos históricos e três coleções-cápsula:
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Monogram Origine: revisita o padrão de 1896 com olhar contemporâneo, usando mistura de linho e algodão e tons pastéis.
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VVN: homenageia o trabalho artesanal em couro que define a maison.
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Time Trunk: utiliza a técnica trompe-l’oeil para recriar, em estampa texturizada, detalhes dos baús históricos.
Mais do que um desenho, o monograma da Louis Vuitton atravessou séculos como linguagem visual do luxo, mantendo relevância ao dialogar com novas gerações sem perder sua essência.
Fonte: Louis Vuitton / Metrópoles
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