O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) gerou repercussão nas redes sociais no sábado (17) ao se referir à deputada federal Erika Hilton no masculino durante um discurso em que alertava sobre os riscos do uso indevido da inteligência artificial. Ao mencionar exemplos de manipulação de imagens, o presidente trocou o pronome de tratamento ao citar a parlamentar, integrante da comunidade LGBTQIA+, o que provocou reações imediatas na internet.
Declaração ocorreu durante alerta sobre riscos do uso indevido da inteligência artificial e provocou críticas e defesas nas redes sociais/Foto: Fátima Meira/Enquadrar/Estadão Conteúdo
A repercussão foi intensificada pelo histórico de ataques considerados transfóbicos sofridos por Erika Hilton. A deputada move ações judiciais contra parlamentares e influenciadores pelo uso intencional de pronomes masculinos, incluindo processos contra Nikolas Ferreira, Pastor Sargento Isidório, Isabella Cêpa e Eduardo Bolsonaro. Até o momento, a parlamentar não se manifestou publicamente sobre a declaração do presidente.
Nas redes sociais, internautas se dividiram entre críticas ao presidente pelo erro no pronome e manifestações que classificaram o episódio como um equívoco pontual, sem intenção ofensiva. Parlamentares e ativistas ligados à pauta dos direitos humanos também se pronunciaram, destacando a importância do respeito à identidade de gênero no debate público.
O discurso de Lula teve como foco principal o alerta sobre os riscos do uso indevido da inteligência artificial, especialmente na criação e disseminação de imagens falsas e conteúdos manipulados. Apesar do tema central, a menção à deputada acabou ganhando destaque e ofuscando parte da mensagem. Até o fechamento desta matéria, o Palácio do Planalto não havia se pronunciado oficialmente sobre o episódio.

