Mesmo após mais de três décadas de avanços graduais, o saneamento básico ainda é uma realidade distante para a maioria dos acreanos. Em 2024, apenas 49,7% da população do Acre tinha acesso à rede de esgoto, o que significa que mais da metade do estado segue sem atendimento adequado. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (19) pelo site Brasil em Mapas, a partir de informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Na capital, Rio Branco, a situação é melhor que a média estadual, mas ainda preocupante: 17% dos moradores continuam sem acesso ao serviço.
No cenário brasileiro, a cobertura de esgoto atingiu 70,4% em 2024, um salto expressivo se comparado aos 12,3% registrados em 1970. No Acre, a evolução também ocorreu, saindo de 21,1% em 1990, mas em ritmo insuficiente para acompanhar a média nacional.
A desigualdade regional segue como um dos principais entraves à universalização do serviço. Enquanto o Sudeste apresenta cerca de 90% de cobertura, com capitais como São Paulo, Curitiba e Belo Horizonte superando 98%, o Norte permanece próximo de 31%.
O documento alerta que o ritmo atual de expansão é insuficiente. Em 2024, o crescimento nacional foi de apenas 0,9 ponto percentual, quando o necessário para atingir a meta de 90% de cobertura até 2033 seria um avanço médio anual de 2 pontos percentuais. Para isso, seriam exigidos investimentos contínuos entre R$ 40 e R$ 50 bilhões por ano.
