Mesmo após estarem prontas há anos, cerca de 3 mil carteiras de identidade continuam esquecidas nos postos da Organização em Centros de Atendimento (OCA) no Acre. Os documentos foram emitidos a partir de 2022, mas nunca foram retirados pelos próprios titulares, segundo dados do Instituto de Identificação da Polícia Civil.

Governo publica decreto que eleva a UPF e aumenta custos de taxas e documentos no Acre/Foto: Reprodução
A maior concentração de RGs não buscados está em Rio Branco. No entanto, o problema também se repete em municípios do interior, como Cruzeiro do Sul, Xapuri, Brasiléia e Sena Madureira. Nomes bastante comuns acabam aparecendo com mais frequência entre os documentos acumulados. “Na OCA, as letras que mais aparecem são M e J, principalmente de nomes como Maria e José, que acabam concentrando a maior quantidade de identidades que não foram retiradas”, explicou Júnior Cesar, diretor do Instituto de Identificação.
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Além do acúmulo físico de documentos, a situação gera impactos diretos para o poder público. Conforme o diretor, cada carteira envolve custos de produção e logística. “Existe todo um trabalho para confeccionar o documento. Quando a pessoa não vem buscar, além do gasto para o Estado, ela fica sem um documento essencial para o dia a dia”, destacou.
Para reduzir o número de RGs parados, o Instituto de Identificação tem promovido campanhas de chamamento e ações de orientação. A população também pode consultar se o documento já está disponível por meio do site do Instituto, utilizando o CPF ou o número do protocolo gerado no atendimento.
Para retirar a carteira de identidade já emitida, o cidadão deve comparecer pessoalmente ao posto da OCA onde fez a solicitação, apresentando o protocolo de atendimento ou um documento com CPF. A entrega é feita exclusivamente ao titular. O atendimento nas unidades da OCA ocorre de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 13h30.
*Com informações G1
