O Ato Unificado realizado nesta quinta-feira (8), na sede da ADUFAC, em Rio Branco, reuniu estudantes, universitários, professores, movimentos sociais e lideranças políticas em defesa da democracia e em memória aos ataques registrados em 8 de janeiro de 2023, em Brasília. A mobilização teve como principal objetivo se posicionar a favor do Estado Democrático de Direito e evitar que episódios autoritários se repitam no país.
Estudantes, professores, movimentos sociais e lideranças políticas participaram do Ato Unificado em memória aos ataques de 8 de janeiro de 2023/Foto: ContilNet
Entre os participantes esteve a estudante de Física da Universidade Federal do Acre (UFAC), Letícia Holanda, de 26 anos, diretora executiva de Relações Institucionais da União Nacional dos Estudantes (UNE). Em sua fala, ela destacou que o ato representa a continuidade de uma luta histórica travada por estudantes e movimentos sociais na defesa da democracia brasileira.
“O 8 de janeiro é justamente para que a gente possa lembrar, mais uma vez, que a democracia é extremamente fundamental para os caminhos e para o desenvolvimento do nosso país”, afirmou. Segundo Letícia, a mobilização também cumpre o papel de preservar a memória coletiva sobre períodos autoritários da história nacional e evitar que esses episódios se repitam.
A estudante de Física da UFAC e dirigente da UNE, Letícia Holanda, discursou durante o Ato Unificado em defesa da democracia e contra a anistia aos atos golpistas/Foto: ContilNet
A estudante ressaltou ainda que os ataques registrados em 2023 representaram uma tentativa clara de ruptura democrática. “O que aconteceu no 8 de janeiro foi uma tentativa de romper com a nossa democracia, de fazer o Brasil vivenciar novamente tempos sombrios que já conseguimos superar”, disse. Para ela, o ato também é um recado direto à sociedade de que não deve haver anistia para quem atentou contra o regime democrático.
Além da participação estudantil, docentes da UFAC também marcaram presença no ato. O professor de Direito Leonardo Lani destacou a importância de manifestações públicas e do envolvimento da comunidade acadêmica na defesa das instituições democráticas.
“É muito importante ter atos como esse para que uma tentativa brutal de abolição do Estado Democrático de Direito, como houve em 8 de janeiro, não se repita”, afirmou o professor. Ele lembrou que os ataques daquele dia atingiram de forma coordenada os três Poderes da República.
O professor de Direito da UFAC, Leonardo Lani, destacou a importância da mobilização social e acadêmica para a defesa do Estado Democrático de Direito/Foto: ContilNet
“Foi um ataque explícito ao Executivo, ao Judiciário e ao Legislativo, com destruição de prédios públicos e uma tentativa muito clara de ruptura institucional”, completou. Segundo Lani, manter o debate vivo dentro das universidades e nos espaços públicos é essencial para fortalecer a consciência democrática e os limites legais contra ações autoritárias.
Bandeiras de movimentos estudantis e sociais marcaram presença no ato realizado na sede da ADUFAC, em Rio Branco/Foto: ContilNet
O ato foi marcado por discursos em defesa da democracia, da soberania nacional e da memória histórica, reforçando a mobilização social como instrumento fundamental para a preservação do Estado Democrático de Direito.
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