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Marinha do Brasil começa a construir navio de guerra poderoso; veja detalhes

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Marinha do Brasil começa a construir navio de guerra poderoso; veja detalhes

A Marinha do Brasil (MB) deu início à construção do quarto navio de guerra da Classe Tamandaré, a Fragata “Mariz e Barros” (F203), em cerimônia realizada na última sexta-feira (9), no TKMS Estaleiro Brasil Sul, em Itajaí (SC). O marco simbólico foi o corte da primeira chapa de aço, etapa que marca a transição do projeto para a fase efetiva de fabricação.

Com mais de 3.500 toneladas, a nova fragata é capaz de atuar em operações pelo ar, mar e fundo do oceano, sendo equipada com sistemas modernos de radares, sensores e armamentos de última geração. O evento contou com representantes da Marinha, da Empresa Gerencial de Projetos Navais (Emgepron) e da Sociedade de Propósito Específico Águas Azuis, responsável pela execução do programa.

O vice-almirante Marcelo da Silva Gomes, diretor de Gestão de Programas da Marinha (DGePM), foi o responsável por acionar o dispositivo que simbolizou oficialmente o início da construção da embarcação.

Segundo o vice-almirante, o momento representa um marco estratégico para a Marinha e para o Brasil. “A cerimônia tem dois grandes significados: o término de um ciclo de construção de quatro navios, que coloca o Brasil em um seleto grupo de países capazes de construir embarcações com esse grau de complexidade, e a qualificação de cerca de 8 mil trabalhadores, além da habilitação de mais de mil empresas brasileiras para atender ao conteúdo local do programa”, destacou.

Avanço industrial e cronograma

O primeiro corte de chapa indica que todo o projeto detalhado da fragata foi concluído e aprovado, permitindo o avanço para uma fase de investimentos mais intensivos, com foco em controle de qualidade, eficiência produtiva e cumprimento rigoroso de prazos.

A Fragata Mariz e Barros poderá atingir velocidade de até 25 nós, cerca de 47 km/h. A previsão é que o navio seja lançado ao mar em 2027 e incorporado à Marinha do Brasil em 2029.

Com a quarta fragata em construção, o Programa Fragatas Classe Tamandaré (PFCT) entra em uma fase considerada decisiva para a consolidação de sua governança e de seu caráter estratégico. “O programa fortalece a Base Industrial de Defesa, promove transferência de tecnologia e contribui diretamente para a soberania e a defesa nacional”, afirmou o CEO da Águas Azuis, Fernando Queiroz.

Polo naval em Santa Catarina

O início da construção da Mariz e Barros também marca o auge da produção naval militar brasileira. Atualmente, o estaleiro de Itajaí concentra diferentes fases de produção das fragatas da Classe Tamandaré, consolidando a cidade como um dos principais polos da indústria naval militar do país.

Quem foi Mariz e Barros

A fragata recebe o nome do Primeiro-Tenente Antônio Carlos de Mariz e Barros, herói da Guerra da Tríplice Aliança. Ele comandou o Encouraçado “Tamandaré”, um dos primeiros navios couraçados construídos no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro.

Mariz e Barros morreu em combate em 1866, após o navio ser atingido durante o bombardeio ao Forte de Itapiru. O projétil fragmentado atingiu dezenas de militares, incluindo o comandante, que faleceu no dia seguinte devido à gravidade dos ferimentos.

Outras fragatas da Classe Tamandaré

A Mariz e Barros complementa as outras três fragatas do programa:

Tecnologia e geração de empregos

O PFCT é uma parceria entre a Marinha do Brasil e a Águas Azuis, formada pelas empresas TKMS, Embraer e Atech, com gerenciamento da Emgepron. O programa integra o Novo PAC, no eixo de Inovação para a Indústria de Defesa, e deve gerar cerca de 23 mil empregos diretos e indiretos.

Além da modernização da Esquadra, o projeto prevê transferência de tecnologia, uso do conceito paperless, com desenvolvimento totalmente digital, e a gestão completa do ciclo de vida das embarcações, da construção ao desfazimento.

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