O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta quinta-feira (15) que foi presenteado com a medalha do Prêmio Nobel da Paz pela líder da oposição venezuelana María Corina Machado. De acordo com Trump, a entrega ocorreu durante um encontro entre os dois na Casa Branca e representaria um gesto de respeito mútuo.
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Em publicação nas redes sociais, Trump elogiou a opositora venezuelana. “Ela é uma mulher extraordinária, que passou por muita coisa. María me presenteou com o Prêmio Nobel da Paz dela pelo trabalho que realizei. Um gesto maravilhoso de respeito mútuo”, escreveu.
Entrega simbólica e reação do Instituto Nobel
Mais cedo, María Corina Machado afirmou que havia oferecido a medalha recebida no fim de 2025, em Oslo, ao presidente norte-americano. Segundo ela, o ato seria uma forma de gratidão do povo venezuelano pela prisão de Nicolás Maduro, realizada em uma operação conduzida pelos Estados Unidos.
Após a repercussão do encontro e das declarações, o Instituto Nobel da Noruega divulgou um comunicado para esclarecer que o Prêmio Nobel da Paz não pode ser transferido, compartilhado ou revogado. A instituição ressaltou que a decisão de conceder o prêmio é definitiva e permanente, conforme os estatutos da Fundação Nobel.
“Uma vez anunciado, o Prêmio Nobel não pode ser revogado, compartilhado ou transferido para outros. A decisão é final e vale para sempre”, afirmaram o Comitê Nobel Norueguês e o Instituto Nobel Norueguês. A organização também destacou que não comenta ações ou declarações feitas pelos laureados após a entrega da honraria.
Quem é María Corina Machado
Aos 58 anos, María Corina Machado foi reconhecida pelo Nobel da Paz “por esforços persistentes em favor da restauração pacífica da democracia e dos direitos humanos na Venezuela”. Além do prestígio internacional, o prêmio inclui 11 milhões de coroas suecas, o equivalente a cerca de R$ 6,2 milhões.
Ex-deputada da Assembleia Nacional, Machado foi impedida de concorrer às eleições presidenciais de 2024 por autoridades alinhadas ao governo de Nicolás Maduro. Ela apoiou um candidato substituto, considerado por auditorias independentes como o vencedor do pleito, embora Maduro tenha declarado vitória oficial.
Relação com os Estados Unidos
No dia 3 de janeiro, após a prisão e retirada de Nicolás Maduro da Venezuela em uma operação dos Estados Unidos, Trump afirmou que não entregaria o comando do país a María Corina Machado, alegando que a líder opositora não teria apoio suficiente dentro do território venezuelano.
Mesmo assim, Machado agradeceu publicamente a Trump pela operação e afirmou confiar no presidente norte-americano para que a Venezuela alcance a liberdade. Atualmente, Trump diz colaborar com a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, que ocupava o cargo de vice no governo Maduro. Em entrevista recente na Casa Branca, ele chegou a classificá-la como uma “pessoa incrível”.
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