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Menino de 11 anos sofre AVC após meningite com sintomas não percebidos pela família

Por Redação ContilNet

Franki Purdy tinha apenas 11 anos quando, em março de 2024, sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) em decorrência de uma meningite cujos sinais iniciais passaram despercebidos pelos familiares. O caso exigiu meses de terapias para que o menino pudesse voltar a andar.

O caso exigiu meses de terapias para que o menino pudesse voltar a andar/Foto: Reprodução

Segundo relato da mãe, Martine Purdy, Franki apresentava cansaço extremo e perda de apetite, mas a família atribuiu os sintomas a uma infecção pulmonar que ele estava tratando nas semanas anteriores. A situação se agravou de forma súbita, com dores na perna e febre alta. Na manhã seguinte, a mãe encontrou o filho em uma posição torta e emitindo sons ininteligíveis, após convulsões e o AVC durante a noite.

“Descobri depois que começaram a chamar meu filho de o menino milagroso no hospital. Quando o levaram, ele tinha tido um AVC, o pulmão direito dele havia colapsado e a meningite estava tão avançada que dizer que ele é o menino mais forte do mundo é pouco”, relatou Martine em postagem no Instagram.

O que é a meningite

Ao chegar ao hospital, foi constatada meningite meningocócica, uma forma bacteriana da doença para a qual existe vacina disponível no Brasil. A meningite ataca a membrana protetora do cérebro e pode ser fatal. Segundo o Ministério da Saúde, a letalidade da doença no país varia entre 20% e 24%, e 10% a 20% dos sobreviventes podem apresentar sequelas graves, como amputações, perda auditiva ou comprometimento neurológico.

“A meningite meningocócica representa um grande desafio para o diagnóstico precoce. Os primeiros sintomas, como febre, irritabilidade, dor de cabeça e náusea, são facilmente confundidos com outras infecções comuns, como a gripe. Mas a evolução é rápida, e quando surgem manchas roxas na pele, rigidez na nuca ou sensibilidade à luz, o quadro já pode estar avançado”, explicou Ana Medina, imunologista e gerente médica de vacinas da GSK.

Recuperação e vida após o AVC

Franki ficou internado por 30 dias, metade do tempo em coma, enquanto recebia tratamento para a infecção e iniciava a reabilitação para recuperar a mobilidade. Atualmente, ele ainda necessita de auxílio para atividades diárias, como tomar banho e se vestir, mas tem retomado sua autonomia aos poucos.

O menino não guarda lembranças do período de internação nem dos dias que antecederam a piora do quadro. Ele retornou à escola e continua em acompanhamento para aprimorar memória e audição.

“Ver meu filho sendo tão forte me deixa envergonhada de saber que fui tão fraca no passado. Ele luta todos os dias e eu sou extremamente orgulhosa dele. Ele é como uma fênix”, concluiu Martine. A mãe, maquiadora e ilustradora, também prepara o lançamento de um livro que escreveu para o filho durante a internação.

Matéria reescrita com base em informações publicadas pelo Metrópoles.

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