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Ministro da Venezuela confirma número ainda maior de mortos após ataque dos EUA

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Ministro da Venezuela confirma número ainda maior de mortos após ataque dos EUA

O ministro do Interior da Venezuela, Diosdado Cabello, confirmou que o ataque conduzido pelos Estados Unidos no país resultou na morte de 100 pessoas, incluindo civis. A declaração foi feita após dias de incerteza sobre o número total de vítimas, já que Caracas não havia divulgado oficialmente os dados até então.

Segundo Cabello, durante a ofensiva, a primeira-dama Cilia Flores sofreu um ferimento na cabeça, enquanto o presidente Nicolás Maduro teve uma lesão na perna. A ação culminou na captura de Maduro, que, junto com a esposa, foi levado a Nova York em um navio de guerra dos Estados Unidos.

Mortes, feridos e balanço militar

Antes da confirmação do ministro, o Exército venezuelano havia divulgado apenas uma lista com 23 nomes de militares mortos. Autoridades do país afirmaram que grande parte do contingente de segurança responsável pela proteção de Maduro foi morta “a sangue frio” durante a operação.

O impacto da ofensiva também atingiu aliados internacionais da Venezuela. Cuba declarou que 32 integrantes de suas Forças Armadas e de seus serviços de inteligência que atuavam no país foram mortos durante o ataque.

Pressão internacional e captura de Maduro

De acordo com as informações divulgadas, a ofensiva dos Estados Unidos ocorreu após meses de especulações e operações marítimas próximas à costa venezuelana. A ação atingiu diversos pontos de Caracas, incluindo áreas estratégicas da capital.

A pressão sobre o governo venezuelano se intensificou em agosto, quando a gestão de Donald Trump elevou para US$ 50 milhões a recompensa por informações que levassem à prisão de Nicolás Maduro. Naquele momento, os Estados Unidos reforçaram a presença militar no Mar do Caribe, alegando inicialmente o combate ao narcotráfico internacional. Com o passar do tempo, autoridades americanas passaram a afirmar, sob anonimato, que o objetivo final seria derrubar Maduro.

Entenda a operação

Na madrugada de sábado (3), o presidente Donald Trump anunciou, em sua plataforma Truth Social, que os Estados Unidos haviam realizado uma missão para capturar o presidente da Venezuela e sua esposa. Embora a ação tenha surpreendido parte da comunidade internacional, fontes familiarizadas com o assunto afirmaram que o planejamento vinha sendo feito há meses, com ensaios detalhados.

Segundo relatos, tropas de elite dos EUA, incluindo a Delta Force, chegaram a criar uma réplica do esconderijo de Maduro para treinar a entrada na residência fortificada. A CIA mantinha uma equipe em solo desde agosto, responsável por levantar informações sobre a rotina do presidente venezuelano, o que teria facilitado a captura. Outras fontes afirmaram que a agência contava com um informante próximo a Maduro, pronto para indicar sua localização exata.

Com a operação pronta, Trump aprovou a missão quatro dias antes da execução, apesar de recomendações de militares e agentes de inteligência para aguardar melhores condições climáticas. A chamada Operação Absolute Resolve durou horas e foi acompanhada ao vivo pelo presidente americano, cercado por assessores em seu clube Mar-a-Lago, na Flórida.

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