A morte do médico Miguel Abdalla Netto reacendeu uma nova polêmica envolvendo Suzane von Richthofen, condenada pelo assassinato dos próprios pais em 2002. O caso envolve uma herança estimada em cerca de R$ 5 milhões e voltou a colocar o nome da ex-presidiária no noticiário nacional.
Miguel era irmão de Marísia von Richthofen e cunhado de Manfred von Richthofen, ambos mortos no crime que chocou o país há mais de duas décadas. Com isso, o médico era tio direto de Suzane e de Andreas von Richthofen, únicos sobrinhos vivos.
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Corpo encontrado e início da controvérsia
O corpo de Miguel Abdalla Netto foi encontrado em avançado estado de decomposição dentro de sua residência, no bairro Campo Belo, zona sul de São Paulo, no dia 9 de janeiro. A Polícia Civil trabalha, inicialmente, com a hipótese de morte por causas naturais, possivelmente um infarto, mas a confirmação depende do laudo pericial.
A controvérsia começou quando Suzane tentou liberar o corpo do tio em uma delegacia. O procedimento, no entanto, já havia sido realizado por Carmem Silvia Magnani, prima de Miguel, que se apresentou como responsável pelas decisões sobre o sepultamento.
Disputa por união estável
Carmem Silvia afirma que mantinha uma união estável com o médico e, por isso, teria direito a decidir sobre o enterro e, futuramente, sobre o patrimônio deixado por ele. Essa versão, porém, é contestada judicialmente.
Em 2024, Miguel entrou com uma ação de reintegração de posse contra Carmem Silvia, que ocupava um imóvel de sua propriedade. O médico venceu o processo em outubro do ano passado, e a Justiça determinou que ela pagasse valores retroativos pelo uso do imóvel.
Durante o processo, Miguel negou formalmente a existência de qualquer união estável entre os dois — ponto considerado central na disputa atual.
Quem fica com a herança?
Miguel Abdalla Netto não deixou filhos, não tinha pais vivos e sua única irmã, Marísia, já era falecida. Dessa forma, a definição da herança depende exclusivamente do reconhecimento — ou não — da união estável alegada por Carmem Silvia.
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Se a união estável for reconhecida, a prima poderá ter direito a parte ou à totalidade do patrimônio.
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Se for negada, os herdeiros legais passam a ser Suzane e Andreas von Richthofen.
A disputa judicial segue em andamento e deve definir o destino da herança milionária nos próximos meses.
Fonte: Polícia Civil de SP / processos judiciais
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