Uma mulher foi presa preventivamente pela Polícia Civil de Minas Gerais acusada de matar o próprio marido com um tiro de rifle na cabeça. O crime ocorreu em julho de 2025, mas a prisão foi efetuada apenas na sexta-feira (23), após a conclusão das investigações, no município de Campina Verde.
Inicialmente, a investigada alegou que o disparo teria sido acidental. Segundo o primeiro relato, o marido, de 29 anos, teria pedido que ela segurasse a arma. Em seguida, ao pegar o filho recém-nascido no colo com a outra mão, o rifle teria disparado de forma involuntária, atingindo a cabeça da vítima.
PM/PC/Divulgação
Na ocasião, a arma foi apreendida e a mulher chegou a ser liberada após pagamento de fiança.
Versão desmentida pela perícia
Com o avanço das apurações, a versão apresentada pela suspeita começou a apresentar inconsistências. De acordo com a Polícia Civil, os laudos periciais indicaram que o homem não teve qualquer chance de defesa.
A perícia constatou que a vítima estava sentada no momento do disparo, em posição que impossibilitava reação. O projétil entrou pelo maxilar e atravessou a cabeça, o que reforça a tese de execução. Além disso, os investigadores apontaram que a mulher teria alterado a cena do crime após o homicídio, numa tentativa de sustentar a narrativa de acidente.
Segundo a PCMG, o assassinato foi motivado por desavenças no relacionamento e teria sido premeditado.
Prisão e julgamento
Com base nas provas reunidas, a Polícia Civil solicitou a prisão preventiva da investigada, que foi autorizada pela Justiça e cumprida no último dia 23. Em nota, a corporação informou que o inquérito foi concluído e encaminhado ao Judiciário.
A mulher será julgada pelo Tribunal do Júri, por se tratar de crime doloso contra a vida.
Fonte: Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) / Metrópoles
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