Aos 24 anos, neta de Carlos Alberto de Nóbrega revela câncer de mama com metástase

Influenciadora Bruna Furlan compartilha diagnóstico e alerta para o avanço da doença entre mulheres jovens

Por Redação 08/01/2026

A influenciadora Bruna Furlan de Nóbrega, de 24 anos, neta do humorista Carlos Alberto de Nóbrega, usou as redes sociais para tornar público um dos momentos mais delicados de sua vida. A jovem revelou ter sido diagnosticada, no fim de dezembro de 2025, com câncer de mama em estágio avançado, já com presença de metástase.

Segundo Bruna, o diagnóstico apontou um carcinoma mamário invasivo do tipo não especial, o subtipo mais comum da doença. O tumor apresenta características hormonais, é HER2 negativo e exigirá um tratamento intensivo, que inclui quimioterapia, cirurgia e radioterapia. A influenciadora contou que o protocolo médico será iniciado de forma imediata.

Aos 24 anos, neta de Carlos Alberto de Nóbrega revela câncer de mama com metástase

Bruna Furlan revela diagnóstico de câncer de mama aos 24 anos, fala sobre tratamento e o crescimento da doença entre mulheres jovens
Foto: Reprodução/Instagram / Bons Fluidos

Ao falar abertamente sobre a doença, Bruna explicou que decidiu tornar o diagnóstico público como forma de conscientizar outras mulheres, especialmente as mais jovens, sobre o crescimento preocupante dos casos nessa faixa etária.
“Infelizmente, estou com metástase. Decidi tornar isso público porque, ao longo dessa trajetória, descobri que o câncer de mama tem crescido entre mulheres jovens, e isso me chocou muito”, afirmou.

Câncer de mama entre mulheres jovens preocupa especialistas

Dados oficiais confirmam o alerta feito pela influenciadora. Levantamentos do Instituto Nacional de Câncer mostram que, em 2009, apenas 7,9% dos diagnósticos de câncer de mama no Brasil eram em mulheres com menos de 40 anos. Em 2020, esse percentual saltou para 21,8%.

Outras pesquisas nacionais indicam que cerca de 43% dos casos ocorrem antes dos 50 anos, e aproximadamente 17% atingem mulheres com até 40 anos. Especialistas atribuem esse crescimento a mudanças no estilo de vida — como sedentarismo, alimentação inadequada, sobrepeso e maternidade tardia — além do avanço nos métodos de diagnóstico, que hoje identificam tumores em estágios mais precoces.

Sintomas que não devem ser ignorados

Apesar de o nódulo palpável ainda ser o sinal mais conhecido, o câncer de mama pode se manifestar de outras formas. Alterações no formato ou no tamanho da mama, retração da pele, secreção pelo mamilo, dor persistente e sensação de endurecimento também são sinais de alerta.

Quando diagnosticada precocemente, a doença pode apresentar taxas de cura que chegam a 95%. Por isso, médicos reforçam a importância da atenção ao próprio corpo e do acompanhamento médico regular, mesmo entre mulheres jovens, fora da faixa etária tradicional de rastreamento.

Juventude, identidade e enfrentamento da doença

Em seu relato, Bruna também falou sobre o impacto emocional do diagnóstico.
“Quando eu descobri meu câncer, fiquei muito revoltada, com uma sensação de injustiça. Pensei: ‘Como assim, eu tenho 24 anos e tô com câncer de mama?’”, desabafou.

A influenciadora explicou que sentiu falta de referências de pessoas da mesma idade enfrentando a doença sem abrir mão da própria identidade. Por isso, decidiu compartilhar todo o processo desde o início.
“Eu tô no auge da minha juventude e quero viver isso. Não quero deixar meu tratamento atrapalhar minha vida, nem minha vida atrapalhar meu tratamento”, afirmou.

Em outro trecho, Bruna reforçou o tom com que pretende encarar a jornada:
“Vai ser uma longa caminhada de exames, quimioterapia, cirurgia e radioterapia. Mas também vai ser uma jornada de amor, felicidade e aprendizados. Prometo ser fiel a quem eu sou — viciada em viver.”

Tratamento e acompanhamento médico

De acordo com o Ministério da Saúde, a mamografia é recomendada, de forma geral, a partir dos 50 anos, a cada dois anos. No entanto, casos como o de Bruna reforçam a importância da avaliação individualizada, principalmente quando há sintomas ou histórico familiar.

O tratamento do câncer de mama varia conforme o estágio e o tipo do tumor e pode incluir cirurgia, quimioterapia, radioterapia, hormonioterapia e terapias-alvo. O acompanhamento multidisciplinar é fundamental tanto para o controle da doença quanto para o suporte emocional da paciente.

Ao compartilhar sua história, Bruna transforma a própria experiência em um alerta e em um gesto de acolhimento. Seu depoimento joga luz sobre uma doença muitas vezes associada apenas a mulheres mais velhas, mas que vem atingindo cada vez mais jovens.

“Estou me pronunciando antes mesmo de começar o tratamento. Quero compartilhar os altos e baixos e continuar vivendo. Tô com câncer, mas tô bem. Sou a mesma Bruna de sempre e vou vencer isso”, concluiu.

Fonte: Redes sociais / Instituto Nacional de Câncer (INCA)
✍️ Redigido por ContilNet

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