O presidente da ColĂ´mbia, Gustavo Petro, disse nesta segunda-feira (05) que está disposto a “pegar novamente em armas” para defender seu paĂs, se necessário. A publicação foi feita na rede social X (antigo Twitter), em meio Ă tensões na AmĂ©rica.
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A publicação foi uma resposta às ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que colocou a Colômbia como próximo alvo após a prisão do chefe de estado da Venezuela, Nicolás Maduro, na madrugada de sábado (03).
“Embora eu não tenha sido militar, conheço a guerra e a clandestinidade. Jurei não empunhar mais uma arma desde o Pacto de Paz de 1989, mas pela Pátria pegarei novamente em armas, ainda que não queira”, escreveu.
Troca de ameaças
No domingo (04), alĂ©m de alegar que gostaria de anexar as terras da Groelândia ao paĂs norte-americano, Trump acusou o colombiano de governar uma nação “que está doente”, e responsável por produzir cocaĂna e comercializá-la nos Estados Unidos. Em seguida, afirmou que o suposto tráfico nĂŁo duraria muito mais tempo.
Em resposta, Petro negou qualquer crĂtica e se declarou legĂtimo ao cargo para governar o Estado. “NĂŁo sou ilegĂtimo, nem sou narcotraficante. SĂł possuo minha casa de famĂlia, que ainda pago com meu salário. Meus extratos bancários foram publicados. NinguĂ©m pĂ´de dizer que gastei mais do que ganho. NĂŁo sou ambicioso”, rechaçou.
O presidente ainda ameaçou lĂderes militares do paĂs que apoiarem os EUA. “Cada soldado da ColĂ´mbia tem agora uma ordem: todo comandante da força pĂşblica que preferir a bandeira dos Estados Unidos Ă bandeira da ColĂ´mbia deve se retirar imediatamente da instituição, por ordem das bases, da tropa e minha. A Constituição ordena Ă força pĂşblica que defenda a soberania popular.”, disse.
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