Pesquisa da Ufac aponta alta no preço de cortes bovinos populares em Rio Branco; veja

Apesar das altas registradas nos cortes populares, o boletim descarta, por ora, um processo inflacionário acelerado no curto prazo

Um novo levantamento realizado pelo Programa de Educação Tutorial (PET) Economia, da Universidade Federal do Acre (Ufac), revela que o consumidor de Rio Branco sentiu no bolso o aumento da carne bovina na transição de dezembro para janeiro. O estudo, que monitora supermercados e açougues da capital, indicou que, embora o mercado apresente uma estabilidade relativa, cortes de alto consumo registraram altas de dois dígitos.

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Pesquisa aponta alta no preço de cortes bovinos populares em Rio Branco/Foto: Reprodução

O destaque negativo ficou para o acém, que liderou os reajustes com uma elevação de 14,68%. Logo em seguida, o contrafilé também apresentou uma subida expressiva de 11,87%. De acordo com os pesquisadores, essa tendência de alta também atingiu, em menor escala, o filé (3,90%), a fraldinha (3,42%) e o patinho (2,70%), refletindo pressões na cadeia de produção e logística regional.

Por outro lado, o boletim trouxe alívio em itens específicos. A bandeja de ovos com 30 unidades, por exemplo, ficou 4,38% mais barata no último mês. Entre as carnes, a picanha e a pá com osso apresentaram recuos discretos de 0,67% e 0,75%, respectivamente. Para o PET Economia, essas reduções pontuais sugerem um ajuste natural da demanda, que costuma arrefecer após as festividades de fim de ano.

Os especialistas do programa avaliam que o cenário atual é típico do primeiro mês do ano, período em que o comércio recompõe seus estoques e o consumo tende a se normalizar.

Apesar das altas registradas nos cortes populares, o boletim descarta, por ora, um processo inflacionário acelerado no curto prazo.

O monitoramento mensal continuará sendo realizado pelo PET Economia.

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