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Polícia Civil descobre depósito de insumos hospitalares desviados, na Gameleira

Por Redação ContilNet

Na manhã desta quarta-feira (14), uma operação da Polícia Civil resultou na descoberta de um depósito clandestino localizado na Rua Eduardo Asmar, na região da Gameleira, Segundo Distrito da capital acreana. O local servia como ponto de armazenamento para uma grande quantidade de medicamentos e materiais médicos supostamente desviados da rede pública de saúde do Acre.

O depósito está localizado na Gameleira/Foto: Júnior Andrade/Rede Amazônica

Segundo informações e imagens coletadas pela Rede Amazônica, o estabelecimento estava fechado no momento da chegada das equipes, que cumpriram mandados judiciais de busca e apreensão. No interior do imóvel, os policiais encontraram o material estocado de forma precária em sacos de lixo e caixas de papelão.

Entre os materiais identificados pela reportagem no local, destacam-se sensores de glicose e ampolas de medicamentos variados; caixas de luvas e seringas; algodão e outros insumos de uso hospitalar restrito.

Insumos foram apreendidos/Foto: Júnior Andrade/Rede Amazônica

A Polícia Civil deve fornecer detalhes adicionais sobre o volume total da apreensão e os próximos passos da investigação ainda no decorrer do dia.

Conexão com investigação de “Farmácia Clandestina”

Esta ação ocorre apenas nove dias após uma operação similar no Beco da Glória, região da Baixada da Sobral. No dia 5 de janeiro, a polícia já havia identificado uma “farmácia clandestina” em uma residência, onde foram recuperados remédios de alto custo para tratamento de câncer e hemodiálise.

Na ocasião, um homem de 74 anos foi detido como suposto receptador. Embora tenha sido liberado em audiência de custódia, ele permanece sob monitoramento por tornozeleira eletrônica.

As investigações, que ganharam força no final de 2025, apontam para um esquema de descaminho iniciado ainda em 2023. A Secretaria Estadual de Saúde (Sesacre) admitiu que há fortes indícios de que os materiais pertençam aos estoques de unidades estratégicas, como o Pronto-Socorro de Rio Branco, a Fundação Hospitalar (Fundhacre) e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).

A linha de investigação agora busca identificar a participação de servidores públicos que estariam facilitando a saída desses insumos das unidades de saúde para o mercado ilegal.

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