Um policial venezuelano preso em dezembro após acusações de traição à pátria morreu nesse sábado (10/1) enquanto estava sob custódia do governo da Venezuela, apontam ONGs e o Ministério Público do país.
Na última quinta-feira (8/1), a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, anunciou a libertação de prisioneiros políticos do país, tanto venezuelanos como estrangeiros.
De acordo com o Comitê pela Liberdade dos Presos Políticos da Venezuela (CLIPP), Edison José Torres Fernández, de 52 anos, foi detido em 9 dezembro de 2025 por compartilhar mensagens críticas ao regime de Nicolás Maduro.
A ONG informou que não há informações oficiais sobre as circustâncias ou as causas da morte, “nem sobre a atenção médica que foi recebida durante a permanência sob custódia”.
O Ministério Público, porém, confirmou a morte e informou que o policial sofreu um mal súbito e, por isso, foi transferido imediatamente para uma unidade de saúde, onde deu entrada com sinais vitais e recebeu atendimento médico.
Segundo o órgão, ele apresentou posteriormente um acidente cerebrovascular, seguido de uma parada cardíaca, e morreu no hospital Dr. Domingo Luciani, no leste de Caracas, conforme comunicado divulgado à imprensa.
A CLIPP também tem denunciado a demora na libertação dos prisioneiros. Segundo familiares e defensores dos direitos humanos, apenas cerca de 20 presos políticos foram libertados até o momento.
“Exigimos uma investigação imediata, independente e transparente, assim como a libertação imediata de todos os presos políticos que continuam injustamente detidos. Ninguém pode morrer mais sob a custódia do Estado. A vida das pessoas privadas de liberdade é responsabilidade absoluta de quem quer que seja detido”, afirmou a organização na rede social X.
Fernández era funcionário da polícia de Portuguesa, estado localizado a cerca de 400 km de Caracas, e tinha mais de 20 anos de serviço.
