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Por onde andam os condenados pelo caso Eliza Samudio 16 anos após o crime

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Por onde andam os condenados pelo caso Eliza Samudio 16 anos após o crime

O assassinato de Eliza Samudio, ocorrido em 2010, voltou ao centro do debate público em 2026 após a localização do passaporte da modelo em Portugal. Passados 16 anos do desaparecimento, o caso segue como um dos crimes de maior repercussão da história recente do país, tanto pela brutalidade quanto pelas consequências judiciais e sociais.

Goleiro Bruno

Condenado a 22 anos e três meses de prisão como mandante do crime, o ex-goleiro Bruno Fernandes de Souza, de 40 anos, cumpre liberdade condicional desde janeiro de 2023. Atualmente, vive no Rio de Janeiro e tenta retomar a carreira no futebol fora do circuito profissional. Em 2026, ele vai atuar pelo Azul e Branco FC, equipe amadora de Búzios, no litoral do estado, além de manter atividades fora do esporte para complementar a renda.

Macarrão

Luiz Henrique Romão, o Macarrão, condenado a 15 anos de prisão por homicídio qualificado e sequestro, obteve progressão ao regime aberto em 2018. Hoje em liberdade condicional, vive em Minas Gerais, onde trabalha como treinador e gestor de uma escolinha de goleiros. Em manifestações públicas anteriores, afirmou estar arrependido e buscar uma nova etapa após o cumprimento da pena.

Bola

Já Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, apontado como executor do crime, permanece em situação jurídica complicada. Apesar de ter obtido benefícios penais ao longo dos anos, voltou ao regime fechado após novas condenações. Em 2024, foi preso novamente por envolvimento em um homicídio ocorrido em 2009, anterior ao caso Eliza, e segue detido em Minas Gerais.

O caso

O caso teve início em 2009, quando Eliza manteve um relacionamento com Bruno, então goleiro do Flamengo. Grávida, a modelo buscava o reconhecimento da paternidade do filho, o que gerou conflitos. Antes de desaparecer, ela registrou ocorrências por agressões e ameaças, incluindo relatos de tentativas forçadas de aborto.

Eliza Samudio

Segundo a denúncia do Ministério Público, Eliza foi levada contra a vontade para um sítio em Esmeraldas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, onde permaneceu em cárcere privado antes de ser entregue a Marcos Aparecido dos Santos. O corpo da vítima nunca foi localizado. O julgamento, concluído em 2013, fixou a data da morte em 10 de junho de 2010 e encerrou definitivamente a carreira esportiva de Bruno no futebol profissional de alto nível.

O recente achado do passaporte de Eliza Samudio em Portugal, embora não altere o desfecho judicial do caso, trouxe novamente à tona a memória da vítima e reacendeu debates sobre violência contra a mulher, responsabilização e preservação da história. Dezesseis anos depois, o documento funciona como um símbolo de um crime que, mesmo com condenações definidas, ainda provoca comoção e questionamentos na sociedade brasileira.

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