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Prefeito de Bacabal aponta riscos após fim do 19º dia de buscas por irmãos

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Prefeito de Bacabal aponta riscos após fim do 19º dia de buscas por irmãos

O prefeito de Bacabal (MA) alertou para os perigos da região onde desapareceram os irmãos Ágatha Isabelle e Allan Michel, após o encerramento do 19º dia de buscas pelas crianças. Segundo ele, a área é conhecida por mata densa, difícil acesso e grande presença de animais silvestres, o que aumenta os riscos para qualquer pessoa, especialmente crianças.

Em entrevista concedida nesta quinta-feira (22), o chefe do Executivo municipal afirmou que o local onde os irmãos foram vistos pela última vez é considerado extremamente perigoso. “A mata se torna perigosa para qualquer pessoa, principalmente para uma criança. É uma área extremamente perigosa, tem vários animais. Para essa criança percorrer até lá, ela poderia encontrar uma mata fechada, poderia encontrar animais selvagens. Tem todo tipo de animal dentro daquela região, cobras, capivaras”, destacou.

As crianças desapareceram no território quilombola São Sebastião dos Pretos, na zona rural de Bacabal, enquanto brincavam na casa da avó, no dia 4 de janeiro. Desde então, uma grande força-tarefa foi montada para tentar localizá-las, envolvendo buscas terrestres, aéreas e aquáticas.

Entenda o caso:

Junto dos irmãos estava o primo Anderson Kauã Barbosa Reis, de oito anos, que também havia desaparecido, mas foi encontrado com vida após 72 horas em uma área de mata no povoado de Santa Rosa. O garoto foi localizado por trabalhadores rurais que passavam pela região em uma carroça e o avistaram nu em meio à vegetação.

Após receber alta médica na última terça-feira (20), Kauã passou a ajudar as equipes nas buscas pelos primos. De acordo com o prefeito, a criança foi levada até o local conhecido como “casa caída”, onde havia sido encontrada, e, com acompanhamento psicológico, relatou sua versão dos fatos.

Segundo Kauã, ele permaneceu com os primos em um casebre abandonado próximo ao Rio Mearim, mas decidiu sair sozinho para buscar ajuda e acabou se perdendo na mata. “Todas as informações que ele pontuou para os profissionais da saúde foram confirmadas”, afirmou o prefeito.

Ainda conforme o chefe do Executivo, cães farejadores confirmaram a versão do menino. “Quando se colocava uma peça de roupa do Kauã, os cães deram uma volta na casa e se direcionavam aonde ele foi encontrado pelo carroceiro. Já com as roupas das duas outras crianças, os cães faziam a volta na casa, mas se dirigiam ao lago”, explicou.

As buscas agora se concentram tanto na água quanto em terra. Mergulhadores do Corpo de Bombeiros atuam em conjunto com a Marinha Brasileira no Rio Mearim, onde os cães indicaram os últimos vestígios das crianças. Vestígios também foram encontrados dentro de um casebre abandonado próximo às margens do rio.

Detalhes da busca pelos irmãos desaparecidos

Para auxiliar nos trabalhos aquáticos, as equipes utilizam equipamentos de tecnologia avançada, como o side scan sonar, que permite mapear o fundo do rio e áreas submersas mesmo em águas turvas. Paralelamente, equipes seguem com varreduras terrestres e aéreas em regiões de mata no entorno.

Até o momento, mais de 3.200 km² de área já foram percorridos nas buscas terrestres. O perímetro foi dividido em quadrantes que abrangem todo o território do Quilombo São Sebastião dos Pretos e povoados vizinhos.

A operação envolve o Corpo de Bombeiros do Maranhão, além de equipes do Ceará e do Pará, Polícia Civil e Polícia Militar do Maranhão, Exército Brasileiro e voluntários da comunidade local. Apesar do esforço contínuo e da mobilização de diferentes forças de segurança, os irmãos Ágatha Isabelle e Allan Michel seguem desaparecidos.

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