Professora denuncia dono de agĂȘncia apĂłs cancelamento de excursĂŁo: ‘AlguĂ©m tem que parar ele’

Professora relata cobrança extra, noite em praça pĂșblica e promessa de viagem que nĂŁo se concretizou

Por Geovany CalegĂĄrio, ContilNet 15/01/2026 Atualizado: hĂĄ 3 meses

O caso dos passageiros que denunciaram problemas em uma excursĂŁo com destino a Cacoal (RO) ganhou novos contornos na Delegacia de Flagrantes (Defla), em Rio Branco, apĂłs o depoimento de uma professora que afirma ter sido lesada pelo organizador da viagem.

A excursĂŁo era organizada por um homem identificado como JoĂŁo Carlos, conhecido como Kim, que se apresenta como responsĂĄvel por uma empresa chamada Kim Turismo.

SAIBA MAIS: ExcursĂŁo termina em confusĂŁo, passageiros passam a noite em praça e dono de agĂȘncia vai parar na delegacia

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Professora relata cobrança extra, noite em praça pĂșblica e promessa de viagem que nĂŁo se concretizou/Foto: Reprodução

De acordo com os relatos registrados na delegacia, dezenas de pessoas adquiriram pacotes de viagem que incluíam transporte, hospedagem e café da manhã, com saída prevista para a noite de quarta-feira (14). O embarque estava marcado para a Praça da Juventude, no bairro Cidade Nova, mas os Înibus nunca chegaram, o que gerou confusão, revolta entre os passageiros e a necessidade de intervenção da Polícia Militar.

Ainda segundo as informaçÔes repassadas Ă  polĂ­cia, o grupo permaneceu por horas no local aguardando uma solução. Entre os passageiros estavam crianças de colo, idosos, famĂ­lias inteiras e pessoas vindas de outros municĂ­pios e atĂ© de fora do estado. Mesmo diante da ausĂȘncia dos ĂŽnibus, o organizador teria garantido diversas vezes que a situação seria resolvida.

Uma das vĂ­timas, que se trata de uma professora que preferiu nĂŁo se identificar, prestou depoimento na Defla e relatou ter adquirido um pacote no valor de R$ 1.200, com a promessa de que poderia viajar acompanhada do filho de 3 anos. “No pacote estava incluĂ­do cafĂ© da manhĂŁ, hospedagem, o translado e a viagem”, afirmou.

Ela contou que chegou ao local de embarque por volta das 21h30 e que, pouco tempo depois, Kim apareceu solicitando uma cobrança extra. “Ele chegou pedindo mais R$ 90 por pessoa, mesmo todo mundo já tendo pago o pacote, dizendo que era para ajudar na liberação do înibus”, relatou.

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Passageiros ficaram horas aguardando a chegado do Înibus/Foto: Reproduçã

Diante da demora e das informaçÔes desencontradas, alguns passageiros impediram que o organizador deixasse o local sozinho. A professora afirmou que acompanhou o homem, junto com duas colegas, atĂ© a empresa de transporte, localizada no bairro Belo Jardim. “A gente foi atĂ© lĂĄ, jĂĄ era mais ou menos meia-noite, batemos vĂĄrias vezes, mas ninguĂ©m recebeu ele”, disse.

Segundo o relato, a situação se agravou ao longo da madrugada. “Tinha gente de fora, famĂ­lias inteiras, crianças pequenas, bebĂȘs recĂ©m-nascidos e idosos, todo mundo passando a noite ali”, contou. Um dos passageiros, morador de Pauini, no Amazonas, teria viajado de voadeira com toda a famĂ­lia e relatado um prejuĂ­zo superior a R$ 8 mil.

Mesmo após a presença da polícia, Kim teria garantido que a viagem seria realizada e remarcou a saída para a manhã de quinta-feira (15), às 8h. “O tempo todo ele dizia que ia dar certo”, afirmou a professora.

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A excursão era organizada por um homem identificado como João Carlos, conhecido como Kim/Foto: Reprodução

No horĂĄrio combinado, porĂ©m, os ĂŽnibus novamente nĂŁo apareceram. Ainda na praça, os passageiros entraram em contato com a empresa de transporte. “A esposa do responsĂĄvel disse que nĂŁo conhecia ele e que nĂŁo tinha feito nenhum negĂłcio”, relatou. TambĂ©m houve contato com o parque turĂ­stico e com o hotel em Cacoal, que confirmaram a existĂȘncia de reserva, mas informaram que nenhum pagamento havia sido realizado.

A professora classificou a situação como absurda e afirmou que os passageiros foram enganados. “Era para ele ter falado desde o começo que nĂŁo ia dar certo. Pra que fazer a gente de lesado? AlguĂ©m tem que parar o Kim.”, questionou.

A PolĂ­cia Civil explicou que, como nenhum pagamento foi efetuado no dia em que o suspeito foi encaminhado Ă  delegacia, nĂŁo foi possĂ­vel caracterizar a situação como flagrante. Por esse motivo, JoĂŁo Carlos nĂŁo pĂŽde ser preso nem encaminhado para audiĂȘncia de custĂłdia. O caso foi registrado e encaminhado para a regional responsĂĄvel, que darĂĄ continuidade Ă s investigaçÔes.

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