Ícone do site ContilNet Notícias

Quais os países que o Acre mais exportou produtos em 2025? Volume chegou a quase US$ 100 milhões

Por Redação ContilNet

O desempenho do comércio internacional acreano em 2025 confirmou o avanço das exportações, mas também revelou um cenário de forte dependência de poucos destinos externos. De acordo com o levantamento do setor, o Acre movimentou US$ 98,9 milhões em vendas para outros países, crescimento de 13% na comparação com 2024. O resultado representa mais de meio bilhão de reais injetados na economia local por meio do comércio exterior.

O resultado representa mais de meio bilhão de reais injetados na economia local por meio do comércio exterior/Foto: Reprodução

A maior parte dos produtos do estado teve como destino três mercados prioritários: Peru, Emirados Árabes Unidos e Turquia. Juntos, esses compradores responderam por parcela expressiva das exportações. O Peru manteve a liderança, concentrando 27,2% do total exportado pelo Acre. Em segundo lugar ficaram os Emirados Árabes, com participação de 11,7%, enquanto a Turquia apareceu na terceira posição, com 7%.

Além desse trio principal, outros países e territórios também figuraram como parceiros comerciais estratégicos. Hong Kong foi responsável por 6,5% das compras de produtos acreanos, seguido pelas Filipinas, que absorveram 6,2%. China e Espanha dividiram o mesmo percentual, com 5,7% cada. Na sequência surgem na lista a Argélia (4,4%), a Itália (3,1%), o Uruguai (2,9%), o México (2,7%) e o Egito (2,6%). Mercados da Europa, do Norte da África e da América Latina completaram o mapa exportador, embora com fatias menores, muitas delas inferiores a 1%.

Quando se observa o perfil das mercadorias vendidas, fica evidente que a pauta exportadora do Acre continua dominada pelo agronegócio e pelo setor pecuário. A carne bovina fresca, refrigerada ou congelada liderou as exportações, com 27,9% de participação. O segundo produto mais relevante foi a soja, que respondeu por 20,6% do total. Em terceiro lugar apareceu a carne suína, com 16,8%.

A lista de itens exportados inclui ainda frutas e nozes não oleaginosas, principalmente a castanha-do-brasil, que somaram 12,5% das vendas externas. Animais vivos, exceto pescados e crustáceos, tiveram 5,2% de participação, e a madeira representou cerca de 5%. Outras carnes e miudezas comestíveis responderam por 3,3%, enquanto matérias-primas de origem animal alcançaram 4,8%. Produtos industrializados e de menor valor agregado tiveram presença bem mais modesta no comércio internacional.

Em termos de valores absolutos, os números reforçam essa concentração. As exportações de carne bovina e derivados atingiram aproximadamente US$ 27 milhões. A soja gerou perto de US$ 20 milhões em vendas, e a carne suína superou US$ 17 milhões. A castanha-do-brasil alcançou cerca de US$ 12 milhões exportados, e a madeira rendeu em torno de US$ 5 milhões. Os demais produtos tiveram participação diluída e com receitas individuais menores.

Sair da versão mobile