A magreza, antes vista como principal símbolo de beleza e status, começa a perder espaço para um novo ideal: corpos com músculos aparentes, braços definidos e aparência atlética. Mais do que uma questão estética, o físico fitness passou a comunicar algo ainda mais valorizado no mundo contemporâneo — controle sobre o próprio tempo.
Diferente da magreza, hoje mais acessível por meio de dietas, medicamentos e procedimentos estéticos, o corpo musculoso exige constância, dedicação e investimento. Treinar regularmente demanda organização da rotina, disponibilidade de horários e, muitas vezes, recursos financeiros para academias, personal trainers e alimentação específica.
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Nesse contexto, ir à academia deixa de ser apenas um hábito saudável e passa a funcionar como um marcador social. Ter tempo para treinar virou um luxo moderno. O corpo forte, portanto, simboliza disciplina, autocontrole e a capacidade de priorizar a si mesmo em meio a uma rotina cada vez mais exaustiva.
Braços tonificados, antes associados apenas ao esporte ou ao fisiculturismo, agora aparecem como sinal de sucesso pessoal. Eles comunicam esforço contínuo, constância e acesso a um estilo de vida que nem todos conseguem manter. O corpo passa a ser, mais uma vez, linguagem — mas agora falando sobre tempo, escolha e status.
Vem entender!
Magreza excessiva
Com a popularização de medicamentos que promovem perda de peso, a estética magra — que perdura como padrão de beleza até os dias atuais — se tornou acessível. O visual, que antes era associado a genética privilegiada, dietas rigorosas ou cirurgias invasivas, passou a ser resultado de intervenções farmacológicas.
Fonte: Metrópoles
✍️ Redigido por ContilNet
