Quem é a argentina acusada de injúria racial no Rio

Influencer com milhares de seguidores virou alvo da Justiça após confusão em bar de Ipanema

A advogada e influencer Agostina Páez, de 29 anos, é a turista argentina acusada de cometer injúria racial contra o gerente de um bar em Ipanema, na Zona Sul do Rio de Janeiro. O caso ocorreu na última quarta-feira (14/1) e ganhou repercussão após vídeos circularem nas redes sociais.

Reproduçaõ/Redes sociais

Além de atuar na área jurídica, Agostina construiu uma presença expressiva nas redes sociais, onde acumulava mais de 80 mil seguidores. Natural de Santiago del Estero, no norte da Argentina, ela é filha de um empresário do ramo de transportes.

Vídeo, gestos e medidas judiciais

Imagens que circulam nas redes mostram Agostina fazendo gestos associados a macacos, enquanto amigas tentam repreendê-la. Após a repercussão do episódio, a Justiça do Rio determinou medidas cautelares contra a turista.

Neste sábado (17/1), foi definido que Agostina deverá usar tornozeleira eletrônica. A apreensão do passaporte também foi autorizada, mas a investigada entrou no Brasil apenas com documento de identidade, o que impediu a retenção do passaporte físico.

Atualmente, o perfil dela no TikTok está desativado, e a conta no Instagram aparece como suspensa.

Histórico familiar também chama atenção

Agostina Páez é filha de Mariano Páez, empresário do setor de transportes que responde a acusações de violência de gênero na Argentina. Segundo a imprensa local, ele foi preso em novembro acusado de agressões e ameaças contra a ex-companheira, a advogada Estefanía Budan.

Em dezembro, Mariano obteve liberdade provisória, mediante uso de tornozeleira eletrônica, proibição de contato com a vítima e monitoramento judicial. O processo segue em investigação no país vizinho.

Ainda de acordo com o jornal argentino La Nación, Agostina também moveu uma ação contra Estefanía Budan, acusando-a de assédio, difamação e violência digital.

Relembre o caso

Segundo a Polícia Civil do Rio de Janeiro, a confusão começou após um suposto erro no pagamento da conta do bar. Diante da situação, o gerente solicitou que a cliente aguardasse enquanto as imagens das câmeras de segurança eram verificadas.

Nesse momento, de acordo com o relato policial, a turista passou a proferir ofensas discriminatórias. O gerente decidiu gravar a situação e, posteriormente, procurou a 11ª DP (Rocinha) para registrar a ocorrência.

As imagens mostram Agostina imitando sons e gestos de macaco, o que fundamentou a acusação de injúria racial. Após o registro, a Polícia Civil solicitou à Justiça as medidas cautelares, que foram autorizadas.

Na manhã deste sábado (17/1), a argentina compareceu à delegacia para prestar depoimento, e a investigação segue em andamento para apuração completa dos fatos.


Fonte: Polícia Civil do RJ / imprensa nacional
✍️ Redigido por ContilNet

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