O relato de um policial militar sobre uma ocorrência atendida recentemente comoveu internautas e reacendeu o debate sobre o distanciamento emocional dentro das famílias. Segundo o agente, durante um jantar, cada integrante da casa estava concentrado no próprio celular: o pai navegava na internet, a mãe respondia mensagens, o filho assistia a vídeos, enquanto a filha mais nova permanecia em silêncio.

Caso narrado por agente da Polícia Militar chama atenção para o impacto do uso excessivo de telas e a importância do diálogo familiar/Foto: Reprodução
Horas depois, a criança foi encontrada sem vida. Ao lado, um bilhete com uma frase curta e impactante: “Eu só queria conversar”. O policial destacou que a cena o marcou profundamente e reforçou o alerta sobre a ausência de diálogo e de atenção no ambiente familiar.
Em seu depoimento, o militar ressaltou que o uso excessivo de telas pode criar barreiras invisíveis entre pessoas que dividem o mesmo espaço. “Às vezes, a maior distância dentro de casa é de um metro, entre duas telas”, afirmou, ao refletir sobre a rotina observada antes da tragédia.
O caso teve ampla repercussão nas redes sociais e gerou manifestações de alerta sobre a necessidade de presença real, escuta ativa e cuidado emocional no convívio diário. Especialistas também reforçam a importância de observar sinais de isolamento e mudanças de comportamento, especialmente entre crianças e adolescentes, destacando que atenção e diálogo podem fazer diferença.
