O ano de 2026 começou com recuo expressivo do nível do Rio Acre em Rio Branco. Em pouco mais de 24 horas, o rio baixou quase um metro, reduzindo o risco imediato de alagamentos e trazendo alívio para moradores de áreas ribeirinhas da capital.

Nível do rio caiu de 14,75 metros para 13,80 metros entre a manhã de 31 de dezembro e a manhã de 1º de janeiro, segundo a Defesa Civil de Rio Branco/Foto: Reprodução
De acordo com boletins da Defesa Civil de Rio Branco, o nível do Rio Acre às 9h do dia 31 de dezembro era de 14,75 metros, acima da cota de transbordo, que é de 14,00 metros. Já às 9h desta quinta-feira (1º de janeiro), a régua marcou 13,80 metros, o que representa uma queda de aproximadamente 95 centímetros.
A vazante foi contínua ao longo do dia 31. Pela manhã, às 5h16, o nível estava em 14,88 metros e foi recuando gradativamente até atingir 14,20 metros à meia-noite. Na manhã do dia 1º, o rio continuou em retração, com 13,94 metros às 5h48 e 13,80 metros às 9h.
Segundo a Defesa Civil, não houve registro de chuvas nas últimas 24 horas, fator determinante para a queda do nível. Apesar da melhora, o rio ainda permanece acima da cota de alerta, fixada em 13,50 metros.
Ao comentar o cenário, o coordenador municipal da Defesa Civil, tenente-coronel Cláudio Falcão, destacou que a vazante é positiva, mas reforçou a necessidade de atenção redobrada.
“Sem dúvida, é sempre bom esse recuo, essa retração do rio. Pelo menos tira o quadro de transbordamento”, afirmou.
No entanto, ele alertou para a possibilidade de uma nova elevação nos próximos dias e semanas. “O risco de voltar é muito alto. Não digo imediatamente, mas nós temos três meses bem complicados pela frente. A previsão para esta semana inteira é de chuva, tanto aqui quanto nos outros municípios”, explicou.
Ainda segundo o coordenador, o momento exige vigilância constante. “A partir de agora, os próximos três meses são de atenção máxima. A qualquer momento podemos ter uma outra situação como essa”, concluiu.
A Defesa Civil segue monitorando o nível do Rio Acre e orienta a população ribeirinha a acompanhar os boletins oficiais, especialmente diante da previsão de chuvas intensas para o início do ano.
