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Rio Branco registra uma das menores inflações do país em 2025, diz levantamento do IBGE

Por Everton Damasceno, ContilNet

Foto: Ramom Aquim

A capital do Acre, Rio Branco, encerrou o ano de 2025 com uma das menores taxas de inflação entre as capitais e regiões metropolitanas acompanhadas pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com o levantamento, a inflação acumulada em Rio Branco foi de 3,27% ao longo do ano passado, percentual inferior à média nacional, que fechou 2025 em 4,26%. No ranking das 16 localidades pesquisadas, a capital acreana aparece entre as quatro com menor variação de preços no período.

Rio Branco registra uma das menores inflações do país em 2025, diz levantamento do IBGE

Rio Branco vista de cima. Foto: Marcos Vicentti

O resultado coloca Rio Branco à frente de capitais como Rio de Janeiro (3,45%), Belém (3,75%), Salvador (3,8%) e Curitiba (3,84%). Apenas Campo Grande (3,14%) e São Luís (3,24%) registraram índices inferiores ao da capital acreana.

Enquanto Rio Branco apresentou inflação controlada, a maior alta do país foi observada na Grande Vitória, que acumulou 4,99% em 2025. Porto Alegre (4,79%) e São Paulo (4,78%) completaram o topo do ranking. Segundo o IBGE, nesses locais pesaram, principalmente, os aumentos na energia elétrica residencial e nos planos de saúde.

No caso das cidades com inflação mais baixa, como Campo Grande, a retração nos preços de itens como arroz, frutas e carnes ajudou a conter o índice ao longo do ano.

O IPCA é o principal indicador oficial de inflação do país e mede a variação de preços de um conjunto de produtos e serviços consumidos por famílias com renda entre um e 40 salários mínimos. A cesta do índice reúne 377 subitens, organizados em nove grandes grupos, entre eles alimentação e bebidas, habitação, transportes, saúde e cuidados pessoais, educação e vestuário.

A composição do índice é definida a partir da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), que identifica os hábitos de consumo da população e o peso de cada gasto no orçamento doméstico. A pesquisa mais recente foi realizada entre 2017 e 2018, e uma nova edição está em andamento.

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