Com o agravamento das tensões entre Estados Unidos e Irã e declarações do presidente Donald Trump indicando a possibilidade de uma nova ação militar, cresce a atenção internacional sobre como Washington poderia agir em um eventual ataque contra o regime iraniano.
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No ano passado, o governo americano destacou como um de seus maiores êxitos militares o bombardeio de instalações nucleares iranianas, realizado por bombardeiros B-2 da Força Aérea dos Estados Unidos. As aeronaves lançaram 14 das maiores bombas convencionais do mundo, atingindo dois complexos nucleares estratégicos sem registro de baixas civis ou perdas de aeronaves.
Os B-2 são considerados peças-chave do arsenal americano por sua tecnologia furtiva, capaz de driblar sistemas avançados de defesa aérea e atingir alvos altamente protegidos.
Mísseis de precisão e ataques cirúrgicos
Outra opção são os mísseis de alta precisão, lançados a partir de aeronaves ou embarcações militares. Esses armamentos permitem ataques pontuais, reduzindo danos colaterais e seriam fundamentais em ações contra centros de comando da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, forças Basij e estruturas policiais.
Drones militares e vigilância constante
Os drones militares também desempenham papel estratégico. Recentemente, aeronaves não tripuladas dos EUA foram usadas para monitorar áreas próximas à costa iraniana, fornecendo inteligência em tempo real. Além da vigilância, esses equipamentos podem ser empregados em operações de ataque direcionado.
Risco de vítimas civis preocupa analistas
Especialistas alertam que um ataque em apoio aos manifestantes iranianos envolveria alto risco de mortes de civis, já que muitos alvos militares estão localizados em regiões densamente povoadas. Para analistas, qualquer ação dos EUA precisaria ser extremamente precisa.
O analista Carl Schuster, ex-capitão da Marinha dos EUA, afirma que qualquer dano a civis pode gerar efeito contrário, enfraquecendo a oposição interna ao regime e fortalecendo o discurso de agressão estrangeira.
Com o fechamento do espaço aéreo do Irã, a evacuação parcial de bases americanas no Oriente Médio e trocas de ameaças entre os dois países, o cenário permanece instável, enquanto a comunidade internacional acompanha com atenção os próximos passos de Washington.
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