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Salário mínimo sobe para R$ 1.621 em 2026; veja impactos

Por Redação

O salário mínimo no Brasil passou a ser de R$ 1.621 a partir de 1º de janeiro de 2026, conforme decreto do governo federal. O novo valor representa um reajuste nominal de 6,79% em relação ao piso anterior, de R$ 1.518, e começa a ser pago efetivamente a partir de fevereiro, seguindo o calendário de salários, aposentadorias e benefícios.

O aumento impacta diretamente trabalhadores formais que recebem o piso nacional, além de aposentadorias, pensões, benefícios assistenciais, programas sociais e contribuições previdenciárias. Segundo o Dieese, cerca de 61,9 milhões de brasileiros terão a renda direta ou indiretamente influenciada pelo novo valor.

Reprodução/ Getty Images

Como foi calculado o novo salário mínimo

O reajuste segue a política permanente de valorização do salário mínimo, prevista na Lei nº 14.663/2023, que considera:

Com isso, o aumento foi de R$ 103.
O salário mínimo diário passa a ser de R$ 54,04, e o valor da hora trabalhada sobe para R$ 7,37.

Aposentadorias e pensões do INSS

Aposentados e pensionistas que recebem um salário mínimo terão o benefício reajustado automaticamente para R$ 1.621. Já quem recebe acima do piso terá correção apenas pela inflação.

Cerca de 70,8% dos beneficiários do INSS recebem valores atrelados ao salário mínimo. O impacto estimado nas contas da Previdência é de R$ 39,1 bilhões em 2026.

Benefício de Prestação Continuada (BPC)

O BPC, pago a idosos acima de 65 anos e pessoas com deficiência de baixa renda, também sobe para R$ 1.621.
O critério de renda familiar passa a ser de até R$ 405,25 por pessoa, equivalente a 25% do novo salário mínimo.

Abono salarial PIS/Pasep

O valor do PIS/Pasep é proporcional aos meses trabalhados no ano-base e tem como referência o salário mínimo vigente.
Em 2026, os pagamentos começam em 15 de fevereiro, e quem trabalhou os 12 meses poderá receber R$ 1.621. A previsão é de 26,9 milhões de beneficiários, com repasse total de R$ 33,5 bilhões.

Seguro-desemprego

Nenhuma parcela do seguro-desemprego pode ser inferior ao salário mínimo. Assim, o valor mínimo pago passa a ser R$ 1.621 em 2026. Os valores máximos ainda dependem de portaria do governo federal.

Cadastro Único e programas sociais

O novo piso altera os critérios de renda do Cadastro Único (CadÚnico). O limite passa a ser de R$ 810,50 por pessoa (meio salário mínimo).
Apesar disso, não há previsão de reajuste nos valores do Bolsa Família em 2026.

Contribuições de MEI e INSS

A contribuição mensal do MEI ao INSS sobe para R$ 81,05, equivalente a 5% do salário mínimo.
Para o MEI caminhoneiro, o valor varia entre R$ 202,42 e R$ 207,42, conforme o tipo de carga.

Crédito consignado

Com o novo piso, a margem consignável (35% do salário) sobe para R$ 569,45, ampliando o limite para empréstimos com desconto em folha.

Impacto na economia

Segundo o Dieese, o reajuste deve injetar cerca de R$ 81,7 bilhões na economia em 2026, beneficiando trabalhadores, aposentados e pensionistas.
A cada R$ 1 de aumento no salário mínimo, o impacto adicional nas contas públicas é estimado em R$ 380,5 milhões, o que reforça o desafio fiscal do governo.


Fonte: Isto É
✍️ Redigido por ContilNet

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