Em uma troca de mensagens revelada nesta sexta-feira (30), Steve Bannon, ex-estrategista de Donald Trump e um dos principais nomes da ultradireita global, falou sobre sua estratégia de manter “nos bastidores” seu apoio a Jair Bolsonaro durante a eleição de 2018. As mensagens foram extraídas dos arquivos do caso de Jeffrey Epstein, financista morto em 2019, e foram divulgadas pelo governo Trump.
A conversa também abordou o cenário político no Brasil, com uma análise do impacto de Bolsonaro na economia e no cenário internacional/Reprodução
No diálogo, datado de 12 de outubro de 2018, cinco dias após o primeiro turno das eleições brasileiras, Bannon revelou que preferia manter sua relação com Bolsonaro discreta, dizendo: “Tenho de manter a coisa do Jair nos bastidores. Meu poder vem de não ter ninguém me defendendo.” A conversa também abordou o cenário político no Brasil, com uma análise do impacto de Bolsonaro na economia e no cenário internacional.
Bannon e Epstein discutiram a importância do Brasil e da América do Sul no contexto geopolítico global, com o estrategista afirmando estar “muito, muito próximo desses caras” e sendo desejado como conselheiro por figuras influentes do Brasil.
Em outras trocas de mensagens, Bannon também foi aconselhado a visitar o Brasil após o segundo turno das eleições, com a conversa envolvendo possíveis riscos e estratégias para fortalecer sua imagem associada a Bolsonaro.
Os documentos também trazem à tona o envolvimento de Miro Lajcak, ex-chanceler da Eslováquia, em discussões sobre uma possível viagem de Bannon ao Brasil.
Com informações do Notícias Ao Minuto
