A morte de Miguel Abdala Netto, tio de Suzane von Richthofen e tutor legal de Andreas Richthofen, desencadeou uma disputa judicial pela herança estimada em R$ 5 milhões. O embate ocorre entre Suzane e Silvia Magnani, prima que manteve relacionamento com o médico por cerca de 14 anos.

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Conflito começou antes do inventário
Segundo relatos, o impasse teve início antes mesmo da abertura oficial do inventário. Houve divergências já na liberação do corpo, com desentendimentos registrados na 27ª Delegacia de Polícia e no Instituto Médico Legal. Ao final, Silvia Magnani organizou o sepultamento, realizado em Pirassununga, cidade de origem da família.
Sepultamento e relatos
Em entrevista à coluna True Crimes, de O Globo, Silvia afirmou que o médico desejava ser enterrado ao lado da mãe e dos avós. Como isso não foi possível, a cerimônia ocorreu de forma discreta. Ela também relatou que, nos últimos anos, Miguel não mantinha contato regular com familiares.
Pedido de tutela do cadáver e inventariança
Suzane acionou advogados e pediu a tutela do cadáver de Miguel, movimento que, segundo especialistas, pode estar relacionado à tentativa de assumir a inventariança — função que administra o espólio até a partilha dos bens.
Como pode ficar a herança
O desfecho dependerá da existência (ou não) de testamento. Pela lei brasileira:
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Se houver testamento, até 50% do patrimônio pode ser destinado livremente;
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A outra metade é reservada aos herdeiros necessários.
Como Miguel não tinha filhos, pais ou irmãos vivos, os sobrinhos (Suzane e Andreas) figuram como herdeiros mais próximos, à frente de primos. Assim, na ausência de testamento, a herança tende a ser destinada aos irmãos Richthofen. Se houver testamento válido, prevalece a vontade expressa dentro dos limites legais.
Fonte: O Globo / True Crimes
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