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Suzane von Richthofen tenta liberar corpo de tio morto em São Paulo e gera nova disputa familiar

Por Redação ContilNet

Suzane von Richthofen, condenada a 39 anos de prisão pelo assassinato de seus pais em 2002, esteve nesta segunda-feira (12) na 27ª Delegacia de Polícia, em São Paulo, para tentar liberar o corpo do tio Miguel Abdalla Netto, de 76 anos, encontrado morto em sua residência no Campo Belo. A Polícia Civil investiga a morte como suspeita, aguardando resultados de exames periciais e toxicológicos.

Miguel vivia sozinho e não tinha cônjuge, filhos ou irmãos vivos; seus únicos parentes próximos são Suzane e o sobrinho Andreas von Richthofen. Durante o atendimento, Suzane alegou ser a única herdeira consanguínea e buscou formalizar a liberação do corpo, o que também poderia permitir que ela se tornasse inventariante do patrimônio do médico, estimado em cerca de R$ 5 milhões.

Polícia investiga morte de Miguel como suspeita e preserva residência/Foto: Reprodução

O pedido de Suzane não foi atendido pela polícia. Um dia antes, a prima de Miguel, Sílvia Magnani, também tentou liberar o corpo, mas precisou comprovar parentesco, conseguindo apenas realizar o reconhecimento no Instituto Médico Legal (IML). Enquanto a disputa não é resolvida, o corpo permanece no freezer do IML.

Na mesma madrugada da morte, a fachada da residência foi pichada com a frase “Será que foi a Suzane?”, levantando suspeitas nas redes sociais sobre o envolvimento da sobrinha. A polícia mantém o imóvel preservado para perícia. Suzane também recorreu ao fórum com um pedido de tutela para tentar reverter a decisão da delegacia.

A disputa familiar não é inédita. Após o assassinato de seus pais, Suzane tentou se tornar inventariante dos bens do casal, mas Miguel conseguiu impedir judicialmente que ela tivesse acesso à herança, que ficou integralmente com Andreas. Sílvia espera que um possível testamento do médico deixe claro que Suzane está excluída da herança.

Miguel foi encontrado morto dentro de casa por um vizinho, sentado no chão e com as costas apoiadas na cama. Não havia sinais aparentes de violência. Câmeras mostram que ele entrou na residência pela última vez em 7 de janeiro. Ao longo da vida, Miguel manteve relações tensas com Suzane e Andreas, incluindo episódios de conflitos familiares envolvendo tutela e orientação do sobrinho.

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