Uma poderosa tempestade solar está colocando o mundo em alerta na noite desta segunda-feira (19). O fenômeno é provocado por uma grande Ejeção de Massa Coronal (EMC) — uma nuvem de partículas carregadas liberadas pelo Sol — que avança em direção à Terra e pode interagir de forma intensa com o campo magnético do planeta.
De acordo com o Centro de Previsão do Clima Espacial, ligado à Administração Nacional Oceânica e Atmosférica, foi emitido um alerta de tempestade geomagnética de nível G4 (severo), em uma escala que vai até G5. A previsão indica que o impacto principal da EMC ocorre justamente entre a noite desta segunda e a madrugada de terça-feira.
Tempestade solar coloca países em alerta • Space Weather Prediction Center
Auroras podem avançar para latitudes incomuns
Caso a interação com a magnetosfera terrestre seja forte, o espetáculo da aurora boreal pode se estender muito além das regiões polares do Hemisfério Norte. Mapas divulgados por centros de monitoramento mostram o chamado “oval auroral” — normalmente concentrado em áreas próximas ao Polo Norte — se expandindo para latitudes mais baixas, com coloração avermelhada indicando maior intensidade.
A aurora costuma ser visível logo após o pôr do sol ou pouco antes do amanhecer, sempre em ambientes escuros e longe da poluição luminosa. Durante o dia, o fenômeno não pode ser observado.
Impactos além do espetáculo visual
Apesar da beleza, tempestades geomagnéticas severas exigem atenção. Segundo especialistas, eventos desse tipo podem afetar:
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Comunicações por rádio de alta frequência (HF)
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Sistemas de navegação por satélite (GPS/GNSS)
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Satélites em órbita baixa
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Redes de transmissão de energia, devido a correntes elétricas induzidas no solo
Por isso, empresas do setor elétrico, aéreo e de telecomunicações costumam adotar protocolos de monitoramento reforçado durante alertas de nível elevado.
O que é a aurora boreal?
A aurora boreal ocorre quando elétrons altamente energizados, vindos do Sol, colidem com átomos e moléculas de oxigênio e nitrogênio nas camadas superiores da atmosfera terrestre. Essas colisões excitam os átomos, que liberam energia na forma de luz ao retornarem ao estado normal.
Em períodos de maior atividade solar, como o atual pico do ciclo do Sol, essas partículas conseguem alcançar regiões mais distantes dos polos, ampliando o alcance do fenômeno.
Apesar disso, o Brasil não está entre os locais onde a aurora pode ser vista, já que o país se encontra em baixas latitudes, longe das zonas polares onde o efeito ocorre.
Ainda assim, eventos como este são acompanhados de perto por cientistas e agências espaciais, por representarem uma das manifestações mais intensas do chamado clima espacial — fenômeno invisível no dia a dia, mas com potencial de impacto direto na vida moderna.
Fonte: NOAA / Centro de Previsão do Clima Espacial (SWPC)
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