O que deveria ser uma celebração de final de ano tornou-se uma luta pela sobrevivência para uma bebê de Xapuri. Internada em estado grave no Hospital da Criança, na capital acreana, a menina de 7 meses foi resgatada pela família paterna com sinais severos de desnutrição, lesões e um diagnóstico de Enterocolite Necrosante.
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Em entrevista ao g1, a tia da criança, Jaqueline Pereira, expôs um histórico de omissões e tentativas frustradas da família de proteger a sobrinha e seus dois irmãos através do Conselho Tutelar.
“Minha mãe viu os ferimentos e a levou no hospital. De lá, levaram ela para Rio Branco. Meu irmão perguntava pela menina, mas ela dizia que estava bem e ele vive na zona rural trabalhando. Ela não deixava a gente ver a menina, sempre inventava uma desculpa. Nem as vacinas da menina ela deu, não levava ao médico”, afirmou.
Sobre a chegada ao hospital e o risco de morte iminente, Jaqueline detalhou a fragilidade da bebê:
“Ela chegou em estado grave, tinha apenas 30% de vida. Estava muito inchada, não achavam a veia dela e iniciaram a medicação via oral. Ela não fez questão de ir com a filha para a capital”, acrescentou.
A tia também relembrou episódios anteriores de supostos maus-tratos, incluindo um acidente com queimadura que já havia sido reportado às autoridades:
“Sempre que ela deixava a menina com a gente, a levamos no hospital porque estava doente. A gente chamava o conselho, que ia até lá. Uma vez, a vizinha contou que a menina tinha sido queimada com café quente. Fomos lá, mas ela perguntou se a gente queria tirar a menina dela. Tiramos fotos e fomos no conselho, que foi lá e levou ela e bebê para o hospital.”
Por fim, Jaqueline desabafou sobre a dificuldade de contato e a sensação de impotência diante da falta de providências: “Só ligava para minha mãe quando precisava para deixar a menina, mas ela estava sempre muito doentinha e a levávamos para o hospital. O conselho falou que não podíamos fazer nada.”
Entenda o quadro de saúde
A bebê enfrenta uma Enterocolite Necrosante, uma condição inflamatória grave onde partes do tecido intestinal sofrem necrose. Além disso, o quadro foi agravado por falta de proteínas e hipoglicemia.
Apesar da gravidade, a criança está recebendo tratamento em Rio Branco e já apresenta sinais de evolução positiva.
Com informações do G1

