O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, convidou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para integrar o chamado “Conselho da Paz”, iniciativa americana que pretende liderar a transição política, a segurança e a reconstrução da Faixa de Gaza após o conflito. O convite ao Brasil foi formalizado por meio da embaixada em Washington, mas ainda não houve resposta oficial do governo brasileiro.
Trump e Lula durante conversa no ano passado.
Foto: Ricardo Stuckert/PR
A proposta faz parte da estratégia de Trump para ampliar o apoio internacional ao plano norte-americano para o pós-guerra em Gaza. Além de Lula, também foram convidados o presidente da Argentina, Javier Milei, o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, o presidente do Egito, Abdel Fattah al-Sisi, e o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney.
Segundo apuração, a carta destinada ao Brasil foi encaminhada na última sexta-feira (16) à Embaixada Brasileira nos Estados Unidos. O Itamaraty ainda avalia o convite e não se manifestou até o momento.
A iniciativa marca uma tentativa de Trump de reposicionar os Estados Unidos como articulador central da solução para o conflito, reunindo líderes de diferentes regiões do mundo para coordenar a governança do território palestino após o cessar-fogo.
O presidente argentino Javier Milei foi o primeiro a confirmar publicamente a participação. Em publicação nas redes sociais, ele afirmou que a Argentina fará parte do grupo como “membro fundador”.
“É uma honra ter recebido o convite para integrar o Conselho da Paz. A Argentina estará sempre ao lado das nações que combatem o terrorismo e defendem a vida, a propriedade, a paz e a liberdade”, escreveu Milei.
A criação do conselho ocorre paralelamente ao lançamento da chamada “Fase Dois” do plano de 20 pontos de Trump para o fim do conflito em Gaza. Segundo o enviado especial dos EUA para o Oriente Médio, Steve Witkoff, o foco agora deixa de ser apenas o cessar-fogo e passa a incluir a desmilitarização do território e a implementação de uma governança tecnocrática provisória.
Dentro desse plano, será criado um Comitê Nacional para a Administração de Gaza, responsável pela gestão transitória do território. Witkoff também fez um alerta direto ao Hamas, cobrando o cumprimento integral dos compromissos assumidos, incluindo a devolução do último refém falecido.
Na última quinta-feira (15), Trump afirmou que a primeira etapa do plano já garantiu níveis recordes de ajuda humanitária e abriu caminho para a reorganização política de Gaza.
“Como presidente do Conselho da Paz, apoio um governo palestino tecnocrático recém-nomeado. Com o apoio do Egito, da Turquia e do Catar, buscaremos um acordo abrangente de desmilitarização com o Hamas”, declarou o presidente americano.
Com informações do Metrópoles
