Trump diz que ativistas pró-Venezuela são ‘pessoas mais feias’ que já viu

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse hoje que os manifestantes que protestaram em Nova York a favor da Venezuela, após o governo norte-americano capturar o ditador Nicolás Maduro, são as pessoas “mais feias” que ele já viu.

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Reprodução

O que aconteceu

Trump discursou em uma reunião de deputados republicanos. “Onde acharam essas pessoas? Essas pessoas são um desastre. […] Onde encontraram essas pessoas? São as pessoas mais feias que eu já vi”, disse.

Presidente também afirmou que os manifestantes foram contratados. “Eles são todos pagos. Eles nem sabem do que estão falando”, disse.

Hoje, Trump divulgou que o governo interino da Venezuela concordou em entregar barris de petróleo. Segundo o republicano, os venezuelanos entregarão entre 30 e 50 milhões de barris aos EUA.

Republicano indicou que o produto será vendido aos EUA e disse que ele controlará o dinheiro. “Este petróleo será vendido ao seu preço de mercado, e esse dinheiro será controlado por mim, como presidente dos EUA, para garantir que seja usado em benefício dos povos da Venezuela e dos EUA”, escreveu na Truth Social.

Delcy Rodríguez toma posse

Ontem, a vice-presidente Delcy Rodríguez tomou posse como presidente interina da Venezuela após a captura de Nicolás Maduro. Na fala, a presidente interina se referiu a Maduro como presidente e chamou ele e a esposa, Cilia Flores, de heróis.

Rodriguez manteve conversas com os EUA antes da operação. Segundo a colunista do UOL Mariana Sanches, a vice-presidente e o irmão dela, Jorge Rodríguez – presidente da Assembleia Nacional -, conversaram com pessoas ligadas ao governo Trump por meses.

O contato acontecia sobretudo com o embaixador americano Richard Grenell, enviado presidencial para missões especiais na Venezuela. Conversas tratavam sobre os interesses de Washington de obter acordos com o regime chavista para exploração das reservas de minério e petróleo do país, e para a repatriação de centenas de milhares de imigrantes venezuelanos que entraram de modo irregular nos EUA nos últimos anos.

No Brasil, Grenell ficou conhecido por ajudar a costurar o primeiro abraço entre Trump e Lula, à revelia do Departamento de Estado. Foi com Delcy e Jorge que Grenell negociou, logo nas primeiras semanas do segundo mandato de Trump, a libertação de seis americanos presos na Venezuela sob acusação de terrorismo, sem contrapartida por parte dos EUA além de uma foto do embaixador americano apertando a mão de Maduro.

 

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