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Ulysses afirma que não apoia Velloso e diz que pré-candidatura ao Senado ainda não foi definida pelo UB

Por Everton Damasceno, ContilNet

Apesar de o deputado federal Eduardo Velloso articular o lançamento de sua pré-candidatura ao Senado em 2026 pelo União Brasil (UB), o projeto não conta com o apoio do presidente da executiva estadual da sigla, o também deputado federal Coronel Ulysses. Segundo ele, a iniciativa precisa ser analisada e debatida internamente pelo partido.

Deputados Coronel Ulysses e Eduardo Velloso/Foto: Reprodução

Na semana passada, uma fonte ligada a Velloso informou à reportagem do ContilNet que o presidente nacional do União Brasil, Antonio Rueda, deve vir ao Acre ainda em fevereiro para lançar oficialmente a pré-candidatura do parlamentar ao Senado e anunciar apoio à vice-governadora Mailza Assis, que disputa o Governo do Estado pela federação União Progressistas.

Ao ContilNet, nesta quarta-feira (21), Ulysses afirmou que o partido ainda não iniciou as conversas formais com o presidente nacional do União Brasil nem com a executiva do Progressistas sobre a pré-candidatura de Eduardo Velloso, e que essas tratativas devem ocorrer após o recesso. Somente depois desses diálogos, segundo ele, será avaliada a viabilidade do projeto.

“Olha, o presidente nacional [Antonio Rueda] me contactou, conversei com ele, e a gente, após o recesso, vai sentar para conversar e vai ser definida essa situação. A resposta que ele me deu, que ele falou comigo, foi que nós vamos decidir isso juntos. Todo o partido. Então, nós vamos, após o recesso, ter uma reunião do diretório estadual junto com o diretório nacional e, a partir daí, nós vamos definir essa situação”, disse o deputado.

“As palavras do [presidente do] diretório nacional, que eu conversei com o Antonio Rueda, foi que nós vamos decidir quando retornar do recesso”, acrescentou.

Questionado se tem simpatia pela pré-candidatura de Eduardo Velloso ao Senado, Ulysses ponderou que a discussão vai além de interesses individuais.

“Eu não tenho nada contra, porque ele tem o direito de colocar o nome dele ao Senado. Agora, só que nós temos que sentar e definir não somente essa questão se ele vai ser candidato ou não, mas com o partido todo e também com a nacional. Não dá para a gente vir numa candidatura avulsa. Isso tem que ser discutido, tem que sentar na mesa o próprio PP também, a federação como um todo. Porque, quem é o candidato da federação? Hoje, o candidato da federação é o Gladson. A segunda vaga vai ser dada para a federação ou a federação vai querer que venha um outro partido para compor e vai colocar essa vaga à disposição de outro partido? Então tem toda uma situação que tem que ser sentada e alinhada. Eu não tenho como confirmar isso porque o próprio presidente não me confirmou isso ainda. Ele ficou de conversar após o retorno do recesso”, pontuou o coronel.

O parlamentar também foi questionado sobre a declaração de apoio que deu à reeleição do senador Marcio Bittar, quando este se filiou ao PL, no ano passado. Ulysses reafirmou sua posição, destacando que mantém Gladson Cameli como primeiro nome ao Senado e Bittar como segunda opção, afastando apoio a Velloso.

“Olha, isso está definido. Em princípio, essa é a conjuntura do meu apoio pessoal [Gladson como primeiro candidato; e Bittar o segundo]”, afirmou.

Mesmo diante da possibilidade de a executiva nacional do União Brasil avalizar a pré-candidatura de Eduardo Velloso, Coronel Ulysses garantiu que manterá sua posição.

“Eu permaneço com essa ideia”, concluiu.

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